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Audiência Pública na ALMG discute futuro da Mina Casa Branca em Brumadinho

A Amda foi representada pelo biólogo e membro do conselho do parque, Francisco Mourão Vasconcelos.

Audiência Pública na ALMG discute futuro da Mina Casa Branca em Brumadinho
À esquerda, o biólogo da Amda Francisco Mourão Vasconcelos ao lado de Guilherme Siqueira de Carvalho (Rola Moça Resiste). Crédito: Henrique Chendes

No dia 6 de maio, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou audiência pública para debater o descomissionamento da mina Casa Branca, da Mineração Geral do Brasil (MGB), limítrofe ao Parque Estadual da Serra do Rola Moça.

A mina foi explorada pela Extrativa  Paraopeba está desativadas desde 2001, por ação da Amda e do MP. Ela fica dentro da zona de amortecimento do parque. Acordo entre a mineradora e o Ministério Público determinou o desmanche das barragens, podendo a empresa comercializar os finos de minério, mas não mais minerar.

Para retirar o material, a MGB propôs transportar caminhões de minério por uma nova via, adjacente à estrada que corta o parque. No entanto, a proposta gerou controvérsias devido ao impacto ambiental e ao temor de que a estrada seja utilizada para a retomada da mineração.

O receio é reforçado pelo recente episódio na Serra do Curral, onde a Empabra utilizou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para continuar minerando sob justificativa de recuperação ambiental.

Convocada pelas deputadas Bella Gonçalves (PSOL), a audiência atendeu pedido de moradores de Casa Branca. A Amda foi representada pelo biólogo e membro do Conselho Consultivo do Parque do Rola Moça, Francisco Mourão Vasconcelos. Ele defendeu a proposta já apresentada pela entidade, de resolver de forma integrada o passivo ambiental das barragens e da própria mina.