Audiência Pública na ALMG discute futuro da Mina Casa Branca em Brumadinho
A Amda foi representada pelo biólogo e membro do conselho do parque, Francisco Mourão Vasconcelos.

No dia 6 de maio, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou audiência pública para debater o descomissionamento da mina Casa Branca, da Mineração Geral do Brasil (MGB), limítrofe ao Parque Estadual da Serra do Rola Moça.
A mina foi explorada pela Extrativa Paraopeba está desativadas desde 2001, por ação da Amda e do MP. Ela fica dentro da zona de amortecimento do parque. Acordo entre a mineradora e o Ministério Público determinou o desmanche das barragens, podendo a empresa comercializar os finos de minério, mas não mais minerar.
Para retirar o material, a MGB propôs transportar caminhões de minério por uma nova via, adjacente à estrada que corta o parque. No entanto, a proposta gerou controvérsias devido ao impacto ambiental e ao temor de que a estrada seja utilizada para a retomada da mineração.
O receio é reforçado pelo recente episódio na Serra do Curral, onde a Empabra utilizou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para continuar minerando sob justificativa de recuperação ambiental.
Convocada pelas deputadas Bella Gonçalves (PSOL), a audiência atendeu pedido de moradores de Casa Branca. A Amda foi representada pelo biólogo e membro do Conselho Consultivo do Parque do Rola Moça, Francisco Mourão Vasconcelos. Ele defendeu a proposta já apresentada pela entidade, de resolver de forma integrada o passivo ambiental das barragens e da própria mina.