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Até 90% dos pneus inservíveis têm descarte adequado no Brasil

Ações de fiscalização evitam impactos ambientais e sanitários

Até 90% dos pneus inservíveis têm descarte adequado no Brasil

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revela que o descarte de pneus inservíveis no Brasil permanece dentro das metas estabelecidas pela Resolução Conama nº 416. A norma, aliada ao monitoramento do Ibama, garante que os pneus descartados recebam destinação ambientalmente adequada.
O descarte inadequado de pneus pode acarretar sérios danos ambientais e riscos à saúde da população. Quando lançados de forma irregular, esses resíduos podem acumular água e favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Além disso, aumentam os riscos de incêndios de difícil controle, emitem poluentes tóxicos na atmosfera e dificultam a gestão de resíduos sólidos.
Criada em 1999 e com vigência consolidada a partir de 2009, a Resolução Conama nº 416 instituiu o princípio da responsabilidade pós-consumo. A medida determina que fabricantes e importadores de pneus declarem ao Ibama, até o dia 31 de março do ano seguinte, os dados referentes ao cumprimento das metas de destinação ambientalmente adequada dos pneus inservíveis.
Em Belo Horizonte, a destinação de pneus inservíveis segue as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, por meio do sistema de Logística Reversa. A operação é coordenada pela Reciclanip — entidade criada pela indústria de pneus — em parceria com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), fazendo da capital mineira um dos pólos logísticos mais ativos do estado de Minas Gerais.
A Prefeitura de Belo Horizonte centraliza a coleta de grandes volumes no Ponto de Entrega para Logística Reversa (PELR), enquanto os pneus de pequeno volume podem ser entregues nas Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs). De acordo com dados da PELR, no ano passado foram coletadas até 180 toneladas de pneus inservíveis nos canais oficiais da capital, com destinação final voltada à reciclagem ou ao reaproveitamento energético, evitando o descarte irregular desses resíduos.

*Com informações do portal do Ibama e da Câmara Municipal de BH