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O período crítico já começou, mas diversos parques não têm equipamentos suficientes e necessários para combater incêndios

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O período crítico de incêndios florestais começou oficialmente no último dia 15, e o fogo começa a rondar Unidades de Conservação e os poucos ambientes naturais que sobraram em Minas. A Semad/IEF contratou brigadistas para reforçar a proteção de parques e outras ucs neste período, mas a deficiência de equipamentos continua sendo ameaça. Segundo a coordenadora do núcleo de jornalismo da secretaria, Milene Duque, eles seriam enviados antes do início do período crítico de incêndio, o que não aconteceu, conforme apurou a Amda.

A entidade entrou em contato com oito unidades de conservação, e nenhuma delas havia recebido sopradores, equipamento indispensável ao combate, até o dia 27 de junho. Outras deficiências podem também contribuir para previsões pessimistas, como o sucateamento de veículos, situação enfrentada no Parque do Itacolomi em Ouro Preto, ou insuficiência de EPIs (Equipamentos de proteção Individual) para voluntários e funcionários do Parque do Sumidouro, em Pedro Leopoldo. O Parque Estadual Serra Negra necessita de motosserra e roçadeira manual para realização de aceiros, providência básica na prevenção e combate a incêndios. Situação idêntica acontece no Parque Mata Seca.

Na Estação Ecológica Mata dos Ausentes, que também não recebeu sopradores este ano, a queixa é de falta de recursos humanos. Com o baixo número de brigadistas contratados, o combate pode depender da prefeitura ou empresas, gerando insegurança na ação. Outra Unidade de Conservação que não recebeu nenhum equipamento novo este ano é a Área de Proteção Permanente (APA) Serra do Sabonetal. Ela compartilha equipamentos com a Reserva Biológica Serra Azul, e no caso de demanda simultânea, a prioridade é da Reserva por ser de Proteção Integral, enquanto a APA pertence à categoria de Desenvolvimento Sustentável.

Segundo o IEF o processo de compra dos sopradores já se iniciou e deverão ser adquiridos a curto prazo. “A situação é preocupante. Os incêndios já começaram e a falta ou insuficiência de equipamentos pode ser responsável por danos ambientais da maior gravidade”, diz a superintendente da Amda, Dalce Ricas.