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Amda promove exposição sobre incêndios florestais no parque Municipal

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Amda promove exposição sobre incêndios florestais no parque Municipal
Homem experimenta soprador

A Amda participou, no último sábado (28), da comemoração dos 118 anos do Parque Municipal Américo Renné Gianneti, um dos espaços urbanos mais tradicionais de Belo Horizonte. A organização promoveu uma exposição interativa sobre combate a incêndios florestais, que têm destruído várias unidades de conservação em todo o estado.

Quem passou pelo estande conheceu alguns dos equipamentos utilizados pelos brigadistas. Entre eles a bomba costal, um reservatório de 20 litros de água; abafador e chicote, também conhecido como vassoura de bruxa, para abafar as chamas; e o soprador, uma inovação no combate a incêndios em BH, que agiliza o combate e auxilia os brigadistas na ação. Uma equipe de brigadistas participou da exposição e fez pequenas demonstrações dos equipamentos.

Daniel Oliveira, coordenador de projetos da Amda, ressalta como esse tipo de mobilização é importante. “A conscientização da população é essencial, principalmente nesta época de seca, quando o número de incêndios florestais aumenta drasticamente. Precisamos que a sociedade seja nossa aliada, tanto na preservação de ambientes naturais quanto na denúncia de focos”, comentou. Durante o evento, os brigadistas foram mobilizados para combater um incêndio que atingia a Serra da Moeda desde quinta-feira (24). As chamas foram debeladas e no domingo foi feito rescaldo na área. Ainda não há estimativas da área queimada.

Parque

O Parque Municipal foi inaugurado pouco antes da capital, em 26 de setembro de 1897, e seu projeto foi elaborado sob inspiração dos parques franceses da Belle Époque. Antes da sua implantação, a área abrigava a Chácara Guilherme Vaz de Mello, conhecida como Chácara do Sapo. O local serviu de moradia para o arquiteto e paisagista francês Paul Villon, que o projetou, e para Aarão Reis, engenheiro chefe da Comissão Construtora, encarregada de planejar e construir a nova capital de Minas Gerais.

O parque é o patrimônio ambiental mais antigo de Belo Horizonte. Entre mais de 180 mil metros quadrados, ele abriga árvores centenárias, espécies nativas e exóticas, compondo uma flora diversificada, fornecedora de néctar e frutos para borboletas, mariposas, aves e outros animais. O local também dispõe de orquidário, bosques, trilhas ecológicas e os populares brinquedos. Ali se encontram, também, um teatro de arena e o Teatro Francisco Nunes, além de monumentos históricos, como os bustos de Anita Garibaldi, Aarão Reis, Afonso Pena, Augusto de Lima e Bias Fortes.