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Deputados criticam novo Código Florestal e fim da rotulagem de transgênicos

Em sessão solene na Câmara dos Deputados, ocorrida no dia primeiro de junho, deputados e ambientalistas criticaram medidas aprovadas na casa como o novo Código Florestal e o fim da rotulagem de transgênicos em embalagens de produtos. Representantes do Movimento Somos Água, Rede Mais Cerrado e Associação dos Servidores do Meio Ambiente, entre outras entidades, estavam presentes na reunião.

O deputado Penna, que falou em nome do deputado Sarney Filho, que solicitou a reunião, ressaltou que os adversários dos ambientalistas “são muito antigos, são os colonialistas internos” que sempre pensam em destruir uma área para logo explorar outra. “Precisamos ter consciência da atuação predatória da elite nacional e manter a nossa resistência contra a estupidez deste modelo que acaba com a natureza, com os índios e com os quilombolas”, afirmou Penna.

Para o deputado Antonio Carlos Mendes Thame, o Brasil vive atualmente “um retrocesso na agenda ambiental” ao adotar escolhas erradas como o da “matriz energética suja, enquanto o mundo caminha para a energia limpa, não poluidora”.

Representando a Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas, o deputado Edmilson Rodrigues disse que o novo Código Florestal “anistiou os desmatadores” e que a legislação sobre os agrotóxicos nega um princípio constitucional, o direito à informação. “Se o produto tem agrotóxico, tenho o direito de saber se estou consumindo agrotóxico”, afirmou.

Ao encerrar a solenidade, o deputado Penna observou que infelizmente não há nada a comemorar no Brasil em relação ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no último dia 5. “Hoje somos o maior consumidor de agrotóxico, temos a pior matriz energética, uma agricultura irresponsável que acaba com nossos recursos hídricos, uma mineração que envenena nossos rios. Mas não sejamos pessimistas. Espero que no próximo ano tenhamos uma sessão realmente comemorativa”.