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Acordo de Cooperação Técnica é firmado para proteger o Parque do Rola Moça e sua zona de amortecimento

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Acordo de Cooperação Técnica é firmado para proteger o Parque do Rola Moça e sua zona de amortecimento
Incêndio no Parque Estadual da Serra do Rola Moça em 2014 / Crédito: Amda

Para tentar minimizar a destruição que atinge o Parque Estadual da Serra do Rola Moça todos os anos, condomínios e entidades não governamentais firmaram acordo de Cooperação Técnica e Financeira para o desenvolvimento de ações de prevenção e controle de incêndios florestais na região abrangida pelo Parque e sua zona de amortecimento.

Os incêndios florestais constituem um dos principais fatores de degradação dos ambientes naturais e que afetam, de forma significativa, os mananciais de água utilizados no abastecimento das áreas urbanas e de propriedades rurais da região; além de serem uma ameaça às residências urbanas e rurais e às atividades econômicas desenvolvidas, chegando a colocar em risco vidas humanas.

Roberto Caldeiras, brigadista voluntário, que atua no combate a incêndios florestais na região, conta que esta parceria é de suma importância porque contempla pontos essenciais para a prevenção e combate. Ele explica que o apoio mútuo entre entidades e condomínios já acontecia, mas informalmente.

“O primeiro ponto importante é porque a parceria não abrange apenas o combate, mas também a prevenção. Estão previstas ações de educação ambiental nas escolas e nas ruas, como palestras, carros de som informativos e blitz ambiental. Outro ponto é o envolvimento da população no combate, para que elas saibam quem alertar quando detectarem um foco de incêndios, já que o combate imediato é fundamental para evitar que o fogo se espalhe”, explicou Caldeiras.

O acordo prevê a criação e implementação de Programa Integrado de Ações de Prevenção e Controle de Incêndios Florestais do Entorno do Parque do Rola Moça, com recursos de fundo específico a ser mantido por empresas e instituições da região. Prevê ainda a criação e implementação de programa envolvendo o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Reconhecendo a importância da prevenção, também está programado o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, dirigidas prioritariamente à conscientização sobre os efeitos das queimadas sobre os ambientes naturais da região e sobre as formas de evitá-las.

O biólogo da Amda, Francisco Mourão, explica que “a iniciativa é pioneira, e envolve importante espaço da região metropolitana, em termos de relevância ambiental. Observa-se na região ocorrência de grande variedade de ambientes naturais, fauna representativa além da existência de áreas expressivas para recarga hídrica e presença de mananciais de água para abastecimento público”.

Francisco ainda explica que “no combate a incêndio em uma região montanhosa, com muita área de campo, onde a queima de pastagem é uma atividade tradicional e está enraizada nos costumes da população, qualquer ação para ser efetiva precisa de muitos parceiros e dos principais atores dos segmentos sociais da região. Portanto, estamos envolvendo condomínios, outras ONGs e o estado, para que esta parceria funcione”.

Assinaram o acordo a Associação Mineira de Defesa do Ambiente – Amda; Instituto Casa Branca de Proteção à Fauna e Flora; ONG Brigada 1; Condomínio Aldeia Cachoeira das Pedras; Condomínio Quintas de Casa Branca; Condomínio Gran Royalle Casa Branca; e Condomínio Recanto do Vale.