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Grande parte da madeira que sai da Amazônia peruana é retirada fora das áreas autorizadas

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Grande parte da madeira que sai da Amazônia peruana é retirada fora das áreas autorizadas
Imagem de satélite mostra desmatamento em parte da Amazônia no Peru / Crédito: Divulgação/Nasa

Grande parte da madeira que sai da Amazônia peruana é obtida fora das áreas de concessão autorizadas. Essa é a conclusão de pesquisadores do Centro de Direito Ambiental Internacional em Washington, que estudaram a política do governo do Peru para proteger as florestas do corte ilegal de madeira. Eles asseguram que a atividade é uma “praga” na bacia do rio Amazonas, paraíso da biodiversidade e de espécies de madeiras preciosas como mogno e cedro.

A legislação vigente no Peru faculta ao governo dar concessões de até 40 anos em terras públicas de 4.000 a 50.000 hectares. Esses contratos incluem condições: os madeireiros devem apresentar uma estratégia de corte de cinco anos, com um plano detalhado que, ano a ano, identifica cada árvore que será derrubada mediante um sistema de localização por satélite (GPS).

Os estudiosos rastrearam dados oficiais e descobriram que, em setembro de 2013, as autoridades peruanas só tinham controlado 388 das 609 concessões madeireiras. Em mais de 68% dos casos estudados foram detectadas “grandes violações” da legislação.

Conforme reportagem da Agence France Presse, as licenças de exploração foram revogadas em 181 casos. Mais da metade dos cortes ilegais registrados ocorreram em uma área fora da concessão ou para a extração ilegal de mogno e cedro.

Os pesquisadores criticam o sistema de controle do governo peruano, que se baseia essencialmente em documentos e no controle portuário ao invés de chegar ao próprio local da concessão. Alguns observadores sugerem colocar as florestas sob o controle das populações locais, que poderiam fazer um acompanhamento mais confiável dos recursos.