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Três capivaras são encontradas mortas na Lagoa da Pampulha

Três capivaras são encontradas mortas na Lagoa da Pampulha
Três capivaras são encontradas mortas na Lagoa da Pampulha / Crédito: Hamilton Latorre

Nesta segunda-feira (25), três capivaras adultas foram encontradas mortas na orla da Lagoa da Pampulha, perto da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Belo Horizonte. Moradores encontraram os bichos caídos com os focinhos sujos de sangue e acionaram a prefeitura. Ainda não se sabe a causa da morte das capivaras. O episódio reacendeu as discussões sobre o futuro dos cerca de 250 animais.

“Elas estavam com sangue escorrendo pelo nariz, orelha e boca”, lembrou Hamilton Latorre, funcionário de manutenção da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). Os corpos foram levados para a Fundação Zoo-Botânica (FZB) e passarão por necropsia. A FZB estima que sejam necessários pelo menos 30 dias para conclusão dos laudos sobre a causa das mortes.

Segundo informações do jornal Estado de Minas, a prefeitura decide hoje (26) se vai dispensar licitação e, em caráter de urgência, contratar empresas para resolver o destino das capivaras sem concorrência. As escolhidas vão elaborar plano de manejo e providenciar a remoção dos roedores da orla.

De acordo com o vice prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros, a rapidez se justifica por casos suspeitos de febre maculosa na região, além do risco à segurança no trânsito e ameaça aos jardins de Burle Marx. As capivaras são hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa.

Sem a licitação, conforme Malheiros, o processo poderá ocorrer em quatro meses. O investimento deverá ser de R$ 350 mil a R$ 500 mil, mas vai depender do número de capivaras e detalhamento do plano de manejo, que deverá ser aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Vamos tentar tirar o máximo. Elas serão cercadas e analisadas uma a uma. Faremos a análise dos carrapatos e, caso o animal esteja contaminado, será sacrificado e incinerado. Os animais saudáveis serão levados para um parque ecológico, que ainda vai ser definido pelo plano”, disse o vice prefeito.

O Movimento Mineiro pelos Direitos Animais é categórico quanto à permanência dos bichos: “esses animais são as vítimas da degradação no entorno de BH”, afirmou Adriana Cristina Araújo, uma das integrantes do movimento. A entidade defende a castração, a colocação de microchips, identificação e manejo sustentável das capivaras. “É preciso prevenir a questão da febre maculosa com o controle dos animais e do carrapato-estrela. Nosso receio é que, ao serem retirados, os animais sejam encaminhados para abatedouros por causa do alto valor de carnes exóticas”, disse Adriana.

Capivaras

A capivara é o maior roedor do mundo, medindo até 1,30 metro de comprimento e 0,60 metro de altura. Pode chegar a 100kg, mas seu peso médio é de 50kg para fêmeas e 60kg para machos. Vivem normalmente em grupos de dois a 30 indivíduos, no qual há sempre um casal dominante. Herbívoro, o animal consome de três a quatro quilos de vegetação fresca por dia. A capivara se reproduz a partir dos dois anos. O período de gestação varia de 120 a 140 dias, ao fim dos quais uma fêmea adulta pode ter de dois a seis filhotes, e mais de uma cria por ano. Onças, jacarés e piranhas são seus predadores naturais.

Com informações do Estado de Minas