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Asfaltamento do Pró-Acesso Paralisado em Conceição do Mato Dentro

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Press Release

Belo Horizonte, 27 de abril de 2010 — Desde dezembro de 2009, estão paralisadas as obras do Pró-Acesso na rodovia que liga Conceição do Mato Dentro a Congonhas do Norte, aproximadamente a seis quilometros de Conceição do Mato Dentro. O motivo é a revolta de proprietários rurais com o DER que, segundo eles, não respeita o traçado atual da estrada, está invadindo propriedades e causando degradação ambiental.
Na fazenda Piraguara, por exemplo, construção histórica típica de Minas Gerais e propriedade da artista plástica Marisa Guerra, as empreiteiras chegaram a derrubar árvores centenárias e invadir áreas pantanosas onde há mais de meio século são criados búfalos. De acordo com a proprietária, com o novo traçado planejado pelo PRÓ-ACESSO, tanto o curral quanto a sede da fazenda ficarão sem segurança ou privacidade, colocando em sério risco a integridade dos mesmos.

Segundo a superintendente da Amda, Maria Dalce Ricas, diversas denúncias têm chegado à entidade contra o DER e foram encaminhadas à Semad sem, no entanto, terem sido respondidas. "O DER, apesar de ter uma gerência de meio ambiente, continua agindo como se estradas fossem apenas caminhos a serem abertos ou asfaltados, que não causam modificações ou degradação do meio ambiente por onde passam. Os projetos são padrões e não consideram aspectos ambientais." Ela cita como exemplo a estrada que liga São Gonçalo do Rio Preto ao Parque Estadual de mesmo nome. "A proposta do DER para asfaltar a estrada era tão agressiva que até o IEF foi contra. E felizmente foi mudada," informa.

A Amda encaminhou denúncias contra o DER relativas ao asfaltamento das rodovias que ligam Januária a Bonito de Minas e Cônego Marinho, São Gonçalo do Rio Preto a Felício dos Santos, Bom Jesus do Amparo a Ipoena, o distrito de Itabira e Conceição do Mato Dentro a Alvorada de Minas. O Pró-Acesso não foi objeto de licenciamento ambiental. A Semad autoriza as obras através de AAF, o que, para a Amda é inaceitável devido principalmente aos efeitos radiais decorrentes da abertura ou asfaltamento de rodovias.

"Somos completamente a favor do asfalto, porque, se bem feito, ele protege contra a erosão, promove conforto para usuários e poupa combustível e manutenção de veículos, trazendo benefícios ambientais. Mas do jeito como está sendo feito, esses benefícios serão anulados pelos impactos ambientais causados," conclui a superintendente.