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Iniciativa em Alta Floresta zerou atropelamento de primatas com expansão de pontes artificiais

Programa instalou oito passagens de fauna e registrou mais de 15 mil travessias de primatas sem novos casos de atropelamento nos pontos monitorados

Iniciativa em Alta Floresta zerou atropelamento de primatas com expansão de pontes artificiais

O programa Alta Floresta Não Atropela implementou oito novas passarelas de fauna sobre as ruas de Alta Floresta, no Mato Grosso. A iniciativa, que existe desde o fim de 2024, tornou os pontos de travessia mais seguros para animais como macacos-aranha, saguis, guaribas, macacos-pregos e o famoso zogue-zogue.

Em dois anos, o projeto somou mais de 15 mil travessias documentadas por armadilhas fotográficas e zerou os atropelamentos de primatas nos locais monitorados desde a instalação das passagens. As estruturas foram instaladas em pontos estratégicos da cidade que concentram registros de animais silvestres.

De acordo com a bióloga Fernanda Abra, coordenadora do projeto Reconecta e responsável pelo programa, as pontes são utilizadas diariamente pelos animais e oferecem uma alternativa segura para o deslocamento entre fragmentos florestais. “Alta Floresta demonstra que é possível conciliar desenvolvimento urbano, segurança viária e conservação da biodiversidade”, afirmou.

O design das pontes artificiais utiliza o sistema 3 em 1, desenvolvido para atender às diferentes necessidades das espécies que utilizam a estrutura. O modelo passou a integrar as orientações técnicas nacionais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a mitigação dos impactos das rodovias sobre a fauna.

A nova etapa do programa contará com a participação da companhia elétrica Energisa, responsável por adequar a rede elétrica próxima aos pontos de travessia, com o objetivo de diminuir os riscos de choque elétrico aos animais.

O projeto Reconecta também realizará o primeiro censo dos primatas que vivem na zona periurbana de Alta Floresta, em parceria com pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

A ação utilizará trilhas específicas para conhecer o tamanho, a distribuição e a situação desses animais em fragmentos florestais localizados em quatro áreas: a Fazenda Anacã, a Reserva Surucuá, o Parque Zoobobotânico Leopoldo Linhares Fernandes e a Floresta Experimental da Unemat.

*Com informações do portal Eco Debate