Os esforços pela educação ambiental começam na sala de aula

*Por Susan Clemesha

Estimular e inserir a criança e o jovem estudante em atividades teóricas e rotinas práticas com foco em educação ambiental ao longo do período escolar, deve ser ponto essencial no currículo de qualquer instituição de ensino

O mês de março é lembrado por comemorar anualmente, no dia 16, o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas. A data é um alerta para que a população pare, reflita e avalie sobre como suas atitudes individuais e coletivas impactam na mudança climática e no consequente aumento da temperatura do nosso planeta.

É uma data importante no calendário brasileiro e que a cada ano deve ter mais espaço para ser lembrada e discutida. Debates, mobilizações de entidades e ONGs que trabalham incessantemente pelo bem da Terra ganham destaque nas ruas e na mídia com um único propósito: a conscientização.

Escola e educação também têm o seu papel e não podem jamais serem deixados de lado quando o assunto é instruir e conscientizar sobre o futuro do nosso planeta, afinal, são elas que estão formando a geração que vai herdar os efeitos mais catastróficos das mudanças climáticas, segundo os cientistas. Debater sobre o desmatamento, a reciclagem, a destruição da camada de ozônio e outros, de forma clara e transparente em sala de aula pode resultar em cidadãos mais conscientes e agentes de mudança.

Estimular e inserir a criança e o jovem estudante em atividades teóricas e rotinas práticas com foco em educação ambiental ao longo do período escolar, deve ser ponto essencial no currículo de qualquer instituição de ensino. E são inúmeras as formas de se conduzir processos educacionais ambientais de sucesso e que podem impactar positivamente tanto os alunos, como a própria comunidade em que a escola está presente.

O Brasil é um país riquíssimo em fauna e flora e, como consequência, projetos ambientais e organizações que têm lindas ações e iniciativas que colaboram com a preservação do meio ambiente, da natureza e do bem-estar da população com menos privilégios. Construir uma ponte entre escola e essas iniciativas, sejam municipais, regionais ou nacionais, só trará frutos positivos para ambos os lados.

Como diretora acadêmica de uma importante rede de escolas, tenho acompanhado cada vez mais projetos firmados entre o ambiente escolar e comunidade e que, mesmo sendo iniciativas simples de serem implantadas e realizadas, têm feito total diferença no processo de formação ambiental e no aprendizado dessas crianças.

Ao participar e estar em contato frequente com atividades em que são estimulados a coleta e separação de materiais recicláveis, a troca e doação de livros que já foram lidos e não tem mais utilidade ou no plantio coletivo de mudas nativas em um projeto social da cidade, a escola olha além, abre caminho e ajuda a criar recursos não só dentro do repertório pessoal de cada aluno, mas também em seus pais, irmãos, professores e de toda a equipe escolar, contribuindo com a mudança e conscientização não somente dentro do ambiente da sala de aula, mas também fora dela.

 

*Susan Clemesha é diretora Acadêmica da Sphere International School
Fonte: EcoDebate

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