Proibição das carroças é antecipada em Belo Horizonte

Nova lei visa conter maus tratos e abandono de animais explorados no transporte de cargas.

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, sancionou lei que reduz de dez para cinco anos o prazo para o fim dos veículos de tração animal na capital mineira. A proibição começa a valer a partir de 2026. Uma comissão especial foi criada para elaborar um plano de substituição gradativa das carroças por veículos motorizados.

Segundo a prefeitura, a comissão será responsável por analisar e apresentar propostas para capacitação e requalificação dos carroceiros, no âmbito do programa Carreto do Bem. A iniciativa prevê substituição das atuais carroças por motocicletas acopladas a caçambas, de baixo custo e simples manutenção.

A Lei Municipal 11.611/2023 altera uma legislação de 2021, que estipulava o fim das carroças para 2031. A antecipação foi aprovada devido aos maus tratos, abandonos e jornadas extenuantes que cavalos, burros e mulas são submetidos. Registros de animais feridos, desnutridos e doentes se tornaram comuns, além dos acidentes envolvendo carroças.

Os vereadores Wanderley Porto (Patriota) e Janaína Cardoso (União Brasil), autores da proposta, comemoraram a aprovação. “Todo cidadão de Belo Horizonte já presenciou uma cena, no mínimo, de cavalo solto pelas ruas, sendo atropelado, cavalo se alimentando de lixo, nas carroças carregando um peso insuportável, cavalo sendo maltratado de todas as maneiras, então era o momento de antecipar”, defendeu Wanderley.

 

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