Servidores querem permanência da coordenação do Previncêndio no Sisema, após rumores de sua possível transferência para o Corpo de Bombeiros

Em ofício ao governador, apontam a transferência como grande ameaça às unidades de conservação estaduais.

Em carta ao governador Romeu Zema, gerentes das unidades de conservação (Ucs) estaduais, em conjunto com coordenadores de Núcleos de Biodiversidade (Nubios) e Supervisores Regionais do IEF, solicitaram permanência da coordenação do Previncêndio no Sisema. A manifestação decorreu após rumores de que o governo estaria planejando transferi-lo para o Corpo de Bombeiros.

Para Gustavo Mallaco, da Associação para Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá), a ideia não tem qualquer sentido: “Prevenir e combater incêndios é antes de tudo uma ação ambiental, não militar.  Os Bombeiros merecem grande respeito da sociedade por sua atuação, mas a gestão das Unidades de Conservação e do PrevIncêndio devem permanecer no Sisema. Imaginem o contrário: transferir os bombeiros para comando do IEF?”

A grande repercussão da notícia gerou mobilização dos servidores e abaixo assinado de apoio ao IEF. Na carta, assinada por 100 servidores, os signitários lembram que a Força Tarefa Previncêndio criada em 2012, é responsável por coordenar ações de prevenção e combate a incêndios florestais nas mais de 90 unidades de conservação estaduais mineiras, e que o Previncêndio é referência no país, agindo sob princípio de alinhamento com o PrevFogo, comandado pelo Ibama.

Lembram também, que a prevenção e combate a incêndios, prevê conhecimento da vegetação, presença de espécies endêmicas e raras da fauna e flora, hidrografia, topografia e comportamento local do fogo, conhecimentos técnicos que só os gerentes das UCs detém pela experiência ao longo dos anos.

“As áreas protegidas possuem diversos recursos e valores fundamentais que devem ser resguardados, de modo que as ações relacionadas ao fogo precisam ser planejadas e coordenadas sob olhar técnico cuidadoso, em contexto de gestão territorial, o que é inerente à formação do corpo de servidores do IEF e aos brigadistas florestais capacitados pelo Previncêndio”, aponta a carta.

Para os servidores, a prevenção e o combate a incêndios em áreas protegidas não visa apenas o controle do fogo, mas também causar o menor impacto possível. “Apontar as áreas prioritárias a serem combatidas, métodos mais adequados a cada situação, articular com parceiros, são ações cruciais para minimizar impactos sobre a biodiversidade, o que prevê necessidade da vivência diária exercida pelos gerentes das UCs”, afirmam.

Lembram ainda, que o Previncêndio, realiza diversas ações educativas, estimulam formação de brigadas florestais voluntárias, aspectos que estão sendo desconsideradas pelo governo do Estado.

Clique aqui para assinar moção de apoio ao IEF/Previncêndio.

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