Calor cozinha animais marinhos vivos no Canadá

Animais marinhos não resistiram a altas temperaturas. Crédito: Christopher Harley/University of British Columbia

Termômetros bateram marca de 49°C na cidade canadense de Lytton. Calor registrado é sem precedentes.

A onda de calor que assola o oeste do Canadá já matou 1 bilhão de animais marinhos, como mexilhões e moluscos, informaram pesquisadores da Universidade de British Columbia. As altas temperaturas registradas nas praias canadenses fizeram com que os animais fossem cozinhados vivos.

Na praia de Kitsalano, uma das mais populares de Vancouver, incontáveis mexilhões foram estavam apodrecendo em suas conchas enquanto exalavam odor terrível. As mortes coincidem com calor sem precedentes registrado no Canadá. Na cidade de Lytton, os termômetros bateram a marca de 49°C em 30 de junho. Este foi o dia mais quente de todos os tempos no país.

Se na área urbana já estava calor, a temperatura nas rochas e areia da praia, onde os mariscos ficam, beirava o insuportável. Cientistas chegaram a registrar picos de mais de 50°C nesses locais. Uma análise de pesquisadores constatou que o fenômeno "teria sido impossível sem a influência da mudança climática causada pelo homem".

Embora os moluscos consigam aguentar temperaturas mais altas devido à habilidade de reter água dentro da própria concha, o calor extremo e as baixas marés registradas na costa oeste do Canadá formaram uma combinação mortal para os animais, explicou Christopher Harley, professor de zoologia na Universidade de British Columbia, em entrevista à CNN americana.

"O que me preocupa é que, se você começar a ter ondas de calor como essa, a cada 10 anos, em vez de a cada 1.000 anos ou a cada cinco anos, é porque você está sendo atingido com muita força, muito rápido para realmente se recuperar", disse Harley. "Então o ecossistema vai parecer muito, muito diferente."

Calor sem precedentes

Além dos impactos à fauna marinha, as altas temperaturas que atingem a Colúmbia Britânica, no Canadá, e o noroeste do Pacífico, nos Estados Unidos, provocaram grandes incêndios florestais, mortes de pessoas e alto índice de hospitalizações.

De acordo com um comunicado de Lisa Lapointe, legista-chefe da Colúmbia Britânica, houve 719 mortes relatadas em Lytton somente entre 25 de junho e 1º de julho, três vezes além do que normalmente ocorreria durante esse período. Nos EUA, centenas de pessoas morreram e tiveram que ser internadas devido ao calor extremo.

 

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