Brasil é o país com maior potencial para descoberta de espécies

O mapa elaborado pelos pesquisadores apresenta os 10 países com maior potencial de descoberta. Crédito: Reprodução

País concentra 10% das futuras novas espécies, o que pode chegar a 20 mil táxons, indicou estudo.

Com expressiva biodiversidade, a Terra é o lar de milhões de plantas e animais, em grande parte desconhecidos. Das 10 milhões de espécies existentes hoje, pouco mais de 1,5 milhão foi descrita pela ciência, isto é, menos de 20%. O Brasil é o local com maior potencial para descobertas de vertebrados terrestres, e contém 10% das futuras novas espécies, o que pode chegar a 20 mil táxons.

As descobertas são de estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em parceria com a Universidade de Yale, nos Estados Unidos, publicado no periódico Nature Ecology and Evolution. Os autores da pesquisa desenvolveram um método que utiliza estimativas de descobertas para gerar um mapa com as regiões mais ricas em espécies inéditas.

Eles descobriram que apenas 10 locais abrigam 70% de toda a biodiversidade desconhecida, sendo o Brasil, Colômbia, Madagascar e Indonésia, os países com as maiores oportunidades de descoberta, podendo conter cerca de 25% das futuras novas espécies. As florestas tropicais, como Amazônia e Mata Atlântica, são os locais mais propícios para descobrimentos.

De acordo com o levantamento, os fatores biológicos, ambientais e sociológicos afetam a probabilidade de descoberta e, juntos, fornecem altos índices de previsão para a descoberta de espécies.

O biólogo brasileiro e líder do estudo, Mario Moura, da UFPB, disse que ao analisarem as futuras descobertas por tipo de animal, constataram que 48% serão de répteis (lagartixas, serpentes e lagartos); 30% de anfíbios, principalmente sapos, pererecas e rãs que ocorrem no chão das florestas; 15% de mamíferos, sobretudo roedores e morcegos; e 6% de aves, com destaque para as aves canoras.

Ele destacou a importância do trabalho para a proteção da biodiversidade do planeta. “Espécies sem uma descrição formal não podem ser avaliadas e categorizadas com relação ao seu nível de ameaça. Para conservar, é preciso conhecer”, disse.

Análises
Ao todo, foram coletados dados sobre 32 mil espécies de vertebrados, entre anfíbios, répteis, aves e mamíferos. O levantamento compilou informações sobre a biologia, tamanho, geografia, condições climáticas e a quantidade de especialistas disponíveis para estudar cada espécie.

A partir da análise dos dados, os especialistas puderam identificar as regiões mais propícias para o descobrimento de novas espécies e prever a quais grupos elas pertencem.

Acesse aqui o mapa interativo com os resultados da pesquisa.

 

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