Maus tratos e abandono de animais cresce em BH durante a pandemia

Em 2020, 118 ocorrências de maus tratos foram atendidas pela Patrulha Ambiental de BH, contra 76 recebidas em 2019.

O crime contra Sansão, cão que teve suas patas decepadas a golpes de foice no ano passado, chocou pela brutalidade e violência extrema. Estatísticas da Patrulha Ambiental da Guarda Municipal de Belo Horizonte mostram que atos como este são mais comuns do que se imagina e têm crescido desde o início da pandemia do novo coronavírus.

“Desde abril, notamos que o número de ocorrências de resgate de animais vagando em via pública tinha crescido, coincidindo com a sensível redução de circulação de pessoas pelas ruas, devido ao isolamento social”, destacou o subinspetor Gilberto Rodrigues, que coordena o Grupamento Patrulha Ambiental (GPA).

O subinspetor também citou um caso de maus tratos, em que dois cães permaneceram abandonados por mais de 10 dias sem comida ou água, em um barracão no bairro Granja de Freitas, na zona Leste de BH. Segundo a prefeitura, os resgates de cães e gatos em situação de maus-tratos têm sido frequentes.

Em 2020, 118 ocorrências de maus tratos foram atendidas pela Patrulha, que combate crimes contra fauna e flora na capital, contra 76 ocorrências recebidas em 2019. O número de abandonos também aumentou de 37, em 2019, para 57 no ano passado. Segundo a corporação, as denúncias ganharam impulso também com a aprovação da Lei 14.064/2020, que ficou conhecida como Lei Sansão.

Considerada um marco civilizatório na história dos direitos animais no Brasil, a legislação alterou a Lei de Crimes Ambientais, inseriu um item específico para cães e gatos – vítimas mais comuns de maus-tratos – e ainda estipulou multa e proibição da guarda para quem maltratar animais.

Denúncias

Criado em 2018, a GPA atua de forma integrada com equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Delegacia de Crimes Ambientais (DEMA) da Polícia Civil, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e do IBAMA, formando uma rede articulada de proteção ambiental.

Até agora, a Patrulha já atendeu 205 ocorrências. Os números têm crescido e só em janeiro deste ano, 11 animais abandonados em via pública foram resgatados. As ocorrências mais atendidas pelo grupo são de maus tratos, abandono de cavalos em via pública e comércio ilegal de espécies silvestres.

Os animais que são vítimas de maus-tratos e abandono são encaminhados ao CCZ, IMA ou IBAMA, de acordo com cada caso. Denúncias contra crimes ambientais podem ser feitas pelos telefones 197 (Polícia Civil), 153 (Guarda Municipal) ou 190 (Polícia Militar).

 

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