Em ato ridículo e arbitrário MMA sorteia ONGs para o Conama

O governo Bolsonaro tirou, por decreto, direito de eleição.

O MMA sorteou, no dia 27 de janeiro, ONGs para representar a sociedade civil organizada para defesa do meio ambiente no Conama, com base no decreto presidencial nº 9.806, publicado em maio de 2019, que criou o sorteio, reduziu de 96 para 23 o número de membros, e fixou um “mini mandato”, de apenas um ano.

Para Dalce Ricas, superintendente da Amda, o governo é coerente: “A redução do Conama a apenas um fantoche soma-se a outros atos totalitários de Bolsonaro. Não há surpresas. Ele busca concretizar seu sonho de ditador”, diz.

O sorteio foi divulgado no Diário Oficial da União da última quarta-feira (03): Sociedade Ornitológica Mineira (SOM); Associação Cristã de Base (ACB); Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan); e o Centro de Referência em Educação Ambiental (Cream).

Das quatro entidades, a Agapan não aceitou a vaga: “nunca aceitaríamos a benesse de um governo ou da ‘sorte’ para assumirmos a representação de nossos pares. Quem acha que isso é possível, desconhece e desqualifica a democracia e a participação popular. ” As demais instituições “sorteadas” não se manifestaram. A atitude da Agapam mereceu dezenas de manifestações elogiosas.

 

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