Quatro cidades brasileiras pretendem zerar emissões de carbono até 2050

Algumas cidades apostam em transição para energias sustentáveis.

Metrópoles devem reduzir emissões do setor de transportes, edifícios, produção de energia e gestão de resíduos.

Diversas cidades ao redor do mundo estão anunciando medidas para enfrentar as mudanças climáticas. Quatro capitais brasileiras: Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, já se comprometeram a zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050 e ajudar a conter o aquecimento do planeta.

Essas cidades fazem parte do Programa de Planejamento das Ações Climáticas para a América Latina do C40, grupo da Liderança Climática das Grandes Cidades, composto por 121 municípios. Juntos, eles abrigam mais de 700 milhões de pessoas e impulsionam 25% da economia global.

Até o final deste ano, as cidades integrantes da iniciativa devem ter desenvolvido e iniciado a implementação de um plano de ação climática para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C, como prevê o Acordo de Paris. Para isso, devem reduzir as emissões do setor de transportes, edifícios, produção de energia e gestão de resíduos, além de desenvolver políticas de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.

“Esses planos de ação climática baseados na ciência colocarão as cidades no caminho para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se tornarem neutras em relação às emissões até 2050. Eles também tornarão as cidades mais resistentes aos impactos das mudanças climáticas e criarão benefícios sociais, ambientais e econômicos para todos os cidadãos, destacou o C40 Cities.

Além das quatro capitais brasileiras, outras metrópoles da América Latina, como Buenos Aires, Guadalajara, Lima, Medelín, Cidade do México e Quito, também fazem parte do programa.

O que as capitais brasileiras têm feito

Até o final de dezembro, a capital baiana pretende entregar o Plano Municipal de Adaptação e Mitigação às Mudanças Climáticas, com medidas de curto, médio e longo prazo, levando em consideração os índices de dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso já registrados. Em 2018, a cidade emitiu mais de 3 milhões de toneladas de CO2, por isso quer reduzir seus índices.

Já Curitiba, a capital do Paraná, está no caminho de liderar uma revolução solar. Em seus projetos de eficiência energética, o executivo municipal prevê a instalação de painéis solares no antigo Aterro Sanitário do bairro Caximba e usina de geração fotovoltaica no Palácio 29 de Março.

O Rio de Janeiro também está executando ações de eficiência energética. A cidade lançou, em 2018, a primeira unidade de biometanização da América Latina, que transforma matéria orgânica dos resíduos sólidos urbanos em biogás, utilizado para a geração de energia e de biocombustível.

De acordo com o estudo publicado pelo Institute of Physics (IOP), em números absolutos, São Paulo, ocupa a 63ª posição no ranking de cidades com maior pegada de carbono do mundo. Para mitigar suas emissões, a metrópole instituiu a primeira legislação municipal de mudanças climáticas (Lei 14.933), conhecida como a Lei do Clima.

Aprovada em 2009, a lei estabeleceu como diretriz a promoção do uso de energias renováveis e a substituição gradual dos combustíveis fósseis por outros com menor potencial poluidor. Em 2018, a cidade também iniciou a expansão dos pátios de compostagem.

Metas para 2050

No mês passado, o novo primeiro-ministro Yoshihide Suga anunciou que o Japão também pretende zerar as emissões de carbono até 2050. O objetivo é utilizar energias renováveis e nucleares, reduzindo o uso do carvão. O país é, hoje, o 5º maior emissor de CO2 do mundo, ficando atrás apenas da Rússia (4º), Índia (3º), Estados Unidos (2º) e China (1º).

"Reagir às mudanças climáticas não é mais um obstáculo ao crescimento econômico", disse Suga. Segundo ele, é preciso mudar nosso pensamento em relação às medidas assertivas contra as mudanças climáticas.

 

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