Calor extremo: setembro de 2020 foi o mais quente da história

Calor extremo está sendo observado em vários locais do planeta.

Temperatura mundial subiu mais de 1ºC e avança, em média, 0,2ºC por década desde o fim dos anos 1970. 

Os impactos do aquecimento global já estão sendo sentidos em diversos pontos do globo. O calor sem precedentes registrado em países da América do Sul, Oriente Médio e até no Ártico são reflexo do setembro mais quente da história, segundo o serviço de monitoramento Copernicus, da Agência Espacial Europeia.

Em seu balanço climático mensal, o serviço europeu informou que setembro de 2020 foi 0,05ºC mais quente que o mesmo mês de 2019 e ainda bateu o recorde de setembro de 2016, ano mais quente da história, com 0,08ºC a mais. A temperatura média registrada entre janeiro e setembro deste ano também é maior que o índice do ano passado.

Tudo indica que 2020 baterá novo recorde de temperatura. As consequências do calor podem ser vistas nos incêndios florestais que assolam os biomas brasileiros, sobretudo a Amazônia e o Pantanal, e outras regiões do planeta. 

Uma análise do sistema Copernicus e da Agência Espacial Americana (Nasa), revelou que as queimadas no Pantanal, Nova Gales do Sul (Austrália), Sibéria e a costa oeste dos Estados Unidos foram as maiores dos últimos 18 anos. Até locais habituados ao frio extremo, como o Ártico, estão sofrendo com o fogo.

Os incêndios, além das ondas de calor e outros eventos climáticos extremos, são resultado de uma tendência de aquecimento, que está se acentuando. Dados dos satélites europeus mostram que a temperatura mundial subiu mais de 1ºC e avança, em média, 0,2ºC por década desde o fim dos anos 1970. Estudos indicam que o planeta enfrenta uma emergência climática.

Os últimos cinco anos foram os mais quentes desde o início das medições, fazendo da década de 2010-2019 a mais quente da história. Cientistas alertam para a elevação sem precedentes das temperaturas terrestres e oceânicas e suas implicações, como aumento do nível dos oceanos, redução dos gelos marítimos e intensificação das ondas de calor.

Emissões

As emissões de de gases de efeito estufa (GEEs) continuam aumentando, com efeitos cada vez mais prejudiciais ao clima da Terra.  Na última década, o mundo parece ter feito exatamente o oposto do que deveria para mitigar as emissões. Entre 2008 e 2017, as emissões cresceram 1,6% ao ano. 

Para especialistas, reverter o cenário de aquecimento só é possível com uma drástica redução nas emissões dos GEEs para limitar a elevação da temperatura global a 1,5°C ou, pelo menos, bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, como determina o Acordo de Paris.

 

Notícias relacionadas: 

Agropecuária é responsável por 23% das emissões de poluentes

Subsídios a combustíveis fósseis financiam aquecimento global

Emissões de CFCs estão mais altas que o previsto

Rua Antares, 100, Santa Lúcia
Belo Horizonte / MG CEP: 30360-110
Telefone: (31) 3291 0661

Assine e receba as novidades e notícias sobre nossas ações, eventos e meio ambiente