Incêndios florestais que atingem o mundo são os maiores em 18 anos

Crédito: Getty Images

Até o final de setembro, foram registrados 18.259 mil focos de calor no Pantanal. Na Amazônia, o número chega a 76.030 mil.

 

Os incêndios que avançam sobre as florestas brasileiras têm sido considerados os mais severos dos últimos tempos. O Pantanal sofre com o pior índice de queimadas em 22 anos e já teve 15% de sua área queimada, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Para especialistas, os incêndios que atingem, não só o Brasil, mas o mundo todo, são os maiores em escala e emissões estimadas por quase duas décadas.

Segundo análise da Agência Espacial Americana (Nasa) e do o sistema de monitoramento Copernicus, da União Europeia, as queimadas no Pantanal brasileiro, Nova Gales do Sul (Austrália), Ártico Siberiano e a costa oeste dos Estados Unidos foram as maiores dos últimos 18 anos.

Embora se assemelhem em proporção e devastação, os incêndios possuem causas distintas em cada localidade. As queimadas na costa oeste dos Estados Unidos são causadas pela seca extrema, enquanto, no Brasil, o fogo tem origem no desmatamento. Na Amazônia, as queimadas aumentam entre julho a outubro, época em que madeireiros, grileiros e produtores rurais aproveitam a estação seca para renovar pastagens ou queimar a vegetação derrubada.

No Pantanal, ambientalistas também acreditam que o fogo tenha origem humana. O bioma está habituado a regimes de fogo, mas a frequência e intensidade das queimadas registradas neste ano são sem precedentes e configuram grave ameaça à biodiversidade local. Até o final de setembro, o Inpe identificou 18.259 mil focos de calor no bioma. Na Amazônia, o número chega a 76.030 mil.

Planeta em chamas

Até locais habituados ao frio extremo, como o Ártico, estão sofrendo com o fogo, gerando consequências catastróficas para o clima. As queimadas registradas na região até agora, liberaram 244 megatoneladas de dióxido de carbono, 35% a mais que o emitido em 2019, indicou o sistema Copernicus. O calor intenso do verão tem sido apontado como o grande catalisador dos incêndios no Ártico, especialmente na Sibéria russa.

Os efeitos sobre o clima preocupam, pois, a queima da vegetação causa liberação de gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, potencializando o aquecimento global. Com a Terra mais quente, a vegetação fica mais seca e, consequentemente, mais suscetível à propagação do fogo. É um círculo vicioso com graves consequências para o planeta.

 

Com informações de BBC Brasil

Rua Antares, 100, Santa Lúcia
Belo Horizonte / MG CEP: 30360-110
Telefone: (31) 3291 0661

Assine e receba as novidades e notícias sobre nossas ações, eventos e meio ambiente