Servidores denunciam desmonte ambiental promovido por Bolsonaro

Servidores denunciam obstrução e enfraquecimento de ações fiscalizatórias. Crédito: Ibama/Divulgação

Militarização dos órgãos ambientais e enfraquecimento das ações de fiscalização estão entre os retrocessos denunciados.

Em dossiê, a Associação dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional) denunciou as ações do presidente de Jair Bolsonaro e seu ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, contra as políticas ambientais no país. O documento foi divulgado no início do mês e encaminhado ao Papa Francisco.

Em 35 páginas, o dossiê reúne centenas de evidências publicadas na imprensa apontando a trajetória do desmonte na área ambiental promovida por Bolsonaro desde o início do seu mandato. O que tem se visto no Brasil é a destruição sistemática das florestas, invasões de garimpeiros, assassinato de lideranças indígenas e dos povos da floresta, denunciou a Ascema.

Como em outubro completa um ano da realização do Sínodo da Amazônia, a intenção é alertar o sumo pontífice sobre os ataques ao meio ambiente e os danos irreversíveis do desmonte às populações indígenas, ribeirinhas e todas as formas de vida.

Entre os retrocessos promovidos pelo governo atual, os servidores citaram a militarização dos órgãos ambientais, a falta de critérios técnicos para nomeações de cargos, as tentativas de inviabilizar o trabalho dos servidores no combate aos crimes ambientais e os ataques às populações tradicionais e organizações ambientalistas.

“A Amazônia está sob ataque orquestrado por mineradores, grileiros, exploradores ilegais de madeira e pecuaristas ilegais, muitas vezes coordenados ou apoiados por personalidades e organizações políticas municipais, estaduais e nacionais”, indicou o manifesto.

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