Espécie de mini sapo é redescoberta após 100 anos

Brachycephalus bufonoides/Crédito: Manuella Folly/UFRJ.

Brachycephalus bufonoides não era visto desde 1920.

Embora chamem a atenção pela coloração vibrante, os sapinhos pingo-de-ouro são espécies raras e que só ocorrem em regiões montanhosas da Mata Atlântica. Um representante do gênero, Brachycephalus bufonoides, ficou desaparecido por quase 100 anos, até que foi reencontrado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

A espécie não era vista desde 1920, quando foi catalogada com base em dois exemplares integrantes da coleção do Museu Paulista. Para surpresa de todos, Brachycephalus bufonoides apresenta população viável e, pela primeira vez, foi possível captar sua vocalização, um canto emitido pelos machos para atrair as fêmeas.

Com o achado, os pesquisadores completaram a análise morfológica do sapinho e preencheram as lacunas sobre as variações existentes dentro da própria espécie. As descobertas embasaram um artigo científico, publicado no final de julho, no periódico Zootaxa.

A líder do estudo, Manuella Folly, da UFRJ, disse que a descoberta foi feita por acaso, enquanto a equipe estava em busca de outro sapinho na Área de Proteção Ambiental (APA) de Macaé de Cima, em Nova Friburgo. “As coletas em Nova Friburgo não são tão comuns. E nós estávamos lá atrás de uma outra espécie de pingo-de-ouro, que é um nome comum utilizado para várias espécies de sapinhos que têm essa cor amarela”, contou ao O Eco.

Integrante do gênero Brachycephalus, o sapinho possui hábitos diurnos e vive no chão ou em troncos. Com tamanho médio entre 14 e 16 milímetros, o bufonoides é maior que grande parte de seus congêneres, conhecidos pela coloração amarela alaranjada e o aspecto de “miniatura”.

O tamanho que os sapinhos pingo-de-ouro possuem se deve a um processo evolutivo chamado miniaturização, o que dá à espécie uma vantagem estratégica para sobreviver às condições da montanha. Outra particularidade dos integrantes gênero é que eles não passam pela fase de girino. De acordo com Folly, eles têm o desenvolvimento direto, por isso já nascem “mini” sapinhos formados.

 

Com informações de O Eco

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