Quarentena reduz níveis de poluição na China e Itália

Comparativo de emissões na China entre janeiro e fevereiro de 2019 e o mesmo período em 2020/Crédito: NASA

Medidas de contenção do novo coronavírus frearam também emissão de poluentes nos países mais afetados pela doença.

A influência humana sobre as mudanças climáticas ficou ainda mais evidente quando o isolamento imposto pelos governos, para conter a pandemia de Covid-19, diminuiu a emissão de gases poluentes, principal causa do aquecimento do planeta. Na China e Itália, países que mais sofreram com a doença, a queda nas emissões foi visível.

Imagens de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) divulgadas ontem (19), mostraram que a poluição causada por dióxido de nitrogênio (NO2) caiu 40% em cidades chinesas durante a quarentena.

O composto, emitido por veículos e indústrias, é um dos principais gases causadores do efeito estufa. Na Itália, fotos divulgadas pelo serviço de monitoramento da ESA indicaram quedas na concentração de NO2 no norte do país.

A concentração de material fino particulado, um grande poluente atmosférico, também reduziu após as fábricas suspenderem as atividades e a circulação de carros diminuir drasticamente. Houve redução de material particulado em cerca de 20% a 30% em grandes partes da China, disse a agência à Reuters.

Lauri Myllyvirta, pesquisador do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea), com sede nos EUA, destacou que a China emitiu 150 milhões de toneladas de dióxido de carbono a menos nas últimas três semanas, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O país asiático, junto de Estados Unidos, Índia e União Europeia compreendem 60% das emissões globais de dióxido de carbono.

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