Educação é a chave para reverter a poluição plástica

Ruthe Rebello Pires na última Terça Ambiental deste ano / Crédito: Amda

Para Ruthe Pires, sociedade precisa entender que é corresponsável pela destinação correta dos produtos

A última Terça Ambiental deste ano teve como tema central o plástico e seu ciclo de vida. A convidada da Amda foi Ruthe Rebello Pires, Doutora em Engenharia de Ciências dos Materiais. O evento aconteceu nesta terça-feira (19), no auditório do CREA.

Produzido a partir do petróleo, o plástico está tão presente no nosso cotidiano que às vezes nem nos damos conta. Ele é matéria-prima de uma infinidade de produtos de consumo diário, inclusive na área médica, como lentes de contato e stent cardíaco. Levantamento da Abiquim de 2018 aponta o setor alimentício como líder do ranking do mercado plástico, com 17,5%. Em seguida aparece a construção civil, com 15,6%, e embalagens, com 14,5%.

A palestrante acredita que o plástico não vai acabar, mas haverá mudanças em sua composição, no modo de produzir o material. Para ela, o plástico não é o vilão, e sim o consumidor final. “O gargalo é a educação. A sociedade precisa entender que é corresponsável, aprender a fazer o descarte correto para a reciclagem e adotar isso como hábito”, disse.

Dalce Ricas, superintendente da Amda, concorda, mas acrescenta que a responsabilidade pela tragédia ambiental resultante dos produtos plásticos não é somente do consumidor final. "Consumidores intermediários como empresas que embalam produtos com plásticos, às vezes desnecessariamente ou podendo utilizar materiais recicláveis; os governos que não adotam políticas públicas de educação e muito menos de incentivo à fabricação e uso de produtos recicláveis como copos e canudos de papelão são tão vilões como aqueles", disse.

No momento, Pires está desenvolvendo pesquisa sobre os canudos ecológicos e seu descarte final. O objetivo é avaliar a reciclabilidade e biodegradação de canudos de vidro, inox, silicone, papel, bambu e comestíveis. Cada aluno participante do estudo está utilizando um tipo de canudo e avaliando seu uso. Em uma segunda etapa, os canudos serão aterrados em simulações de solo para verificar sua decomposição. Em julho do ano que vem Pires almeja ter resultados concretos.

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