Brasil receberá 50 ararinhas-azuis em 2020

Crédito: Camile Lugarini

Repatriamento das aves é resultado de acordo entre ICMBio e associação que as mantém na Alemanha

Cinquenta ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) virão da Alemanha para o Brasil em março de 2020. O repatriamento das aves é resultado de Acordo de Cooperação Técnica entre Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), que mantém os pássaros. O anúncio ocorreu no último dia 23.

Segundo o ICMBio, as ararinhas serão levadas para o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação criada no ano passado em Curaçá, na Bahia, especialmente para receber as aves. Lá elas passarão por um período de readaptação e depois serão reintroduzidas na natureza.

Durante anos a ararinha-azul foi alvo de caçadores e traficantes de animais. Em 2000, a espécie foi considerada extinta na natureza. Atualmente, conforme o ICMBio, existem apenas 177 exemplares da ave em cativeiro no mundo, sendo 22 no Brasil. “É um feito inédito e importante para biodiversidade brasileira”, destacou Homero Cerqueira, presidente do órgão.

Ararinha-azul

A ave foi descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix. Exclusiva da Caatinga brasileira, a espécie vivia originalmente em uma pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia. Em junho de 2018, o governo federal criou na região duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre, com 29,2 mil hectares, e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul, com 90,6 mil hectares, destinadas à reintrodução e proteção da espécie e para conservar o bioma da Caatinga.

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