Incêndios destroem florestas e mananciais na bacia do rio Manso

Crédito: Amda

Mesmo sendo responsável pela gestão da barragem, Copasa ignora a situação

 Belo Horizonte, 10 de setembro de 2019 - Há quatro dias grandes focos de incêndio queimam florestas e outros ambientes naturais que protegem nascentes e afluentes do rio Manso, responsável pela alimentação da barragem de mesmo nome que abastece a região metropolitana de Belo Horizonte. Numa atitude incompreensível, a Copasa está ignorando a situação. Nesta segunda-feira (09), dois funcionários da empresa foram ao local, mas nem desceram do carro. Disseram que estavam "só olhando" e foram embora. A bacia abriga 286 nascentes que mantém o rio Manso.

O fogo está sendo combatido pela brigada Amda/Usiminas Mineração/Arcelor Mittal Mineração, mas devido à grande extensão em que se espalhou não está sendo contido e continua avançando. A prefeitura de Rio Manso solicitou auxílio à Copasa, mas não foi atendida. O PrevIncêndio enviou aeronaves para transportar brigadistas até as linhas de combate, mas é preciso aumentar o número de combatentes.

Dalce Ricas, superintendente da Amda, considera a atitude da Copasa inaceitável. "Parece que a Copasa não sabe que sem proteção da vegetação as águas secam", ironiza. Para ela, a empresa não está cumprindo obrigações de proteção dos mananciais e incorre em crime ambiental, podendo ser denunciada judicialmente. Dalce lembra que o governo do Estado, apesar do PrevIncêndio ser muito positivo, não tem plano de proteção da Mata Atlântica e nem política de prevenção e combate aos incêndios, envolvendo outras instituições públicas como a Copasa. "Se tivesse, seria mais difícil para ela agir desta forma", completa.

Fabrício Araújo, coordenador de brigadas da Amda, envolvido no combate, está preocupado. "Se não conseguirmos ajuda perderemos grandes extensões de Mata Atlântica e a barragem sofrerá as consequências. É muito triste ver as chamas consumindo a floresta, queimando animais e degradando a água", desabafa.

A Amda enviou, nesta segunda-feira (09), ofício ao Secretário de Meio Ambiente, Germano Vieira, solicitando ajuda, mas até o momento não recebeu retorno.

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