Nível do mar pode subir mais de dois metros até 2100

Degelo das geleiras é apontado como principal causador da elevação do nível do mar

Pesquisadores acreditam que estimativas atuais sobre elevação dos oceanos estejam subestimadas

Há anos cientistas alertam para os efeitos catastróficos das mudanças do clima, incluindo o aumento do nível do mar. O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas de 2014 previu quase um metro de elevação nos oceanos até o final do século, na pior das hipóteses. Mas recente estudo publicado pela Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) indica que até os prognósticos mais céticos podem estar subestimados.

Na visão dos pesquisadores, o cenário mais otimista deve contar com aumento entre 36 e 126 centímetros no nível dos oceanos. Para que isso ocorra é preciso que os compromissos assumidos no Acordo de Paris sejam mantidos, isto é, o aquecimento do planeta deve ser limitado a 2°C em relação ao final do século XIX, período pré-industrial.

No ritmo atual de emissões de gases efeito estufa (quadro mais pessimista), o estudo indica elevação de 5°C na temperatura global até 2100 e, consequentemente, cerca de 111 cm a mais no volume marítimo. Ainda existem 5% de chance de a elevação exceder 238 cm nesse cenário.

Quanto mais quente os oceanos, maior é a capacidade de expansão térmica da água e mais intenso é o derretimento das geleiras, por isso a grande preocupação com a elevação das temperaturas.

Previsões

A situação já foi anunciada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), cujo relatório denunciou a elevação sem precedentes das temperaturas terrestres e oceânicas e suas implicações, como aumento do nível dos oceanos, redução dos gelos marítimos e aumento da ocorrência de ondas de calor.

Segundo a 25ª edição da declaração da OMM sobre o clima, em 2018 o nível médio global do mar aumentou 3,7 mm em comparação a 2017. O degelo das geleiras é apontado como principal causador do fenômeno. Outra pesquisa, publicada na revista Nature no final de 2018, indicou que o derretimento do manto de gelo da Groenlândia atingiu o maior índice dos últimos 350 anos.

De acordo com estimativas dos mais de 22 especialistas que participaram do estudo mais recente, o derretimento das calotas polares da Groenlândia e da Antártida é um dos fatores que mais influenciam o aumento do nível das águas.

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