Educador ambiental precisa ter coração

Marta Silveira, na Terça Ambiental / Crédito: Amda

Marta Silveira falou sobre educação ambiental em Minas Gerais na Terça Ambiental de maio

Para ser um educador ambiental é preciso, além de conhecimento técnico, ter coração. A frase foi dita por Marta Silveira, especialista em gestão ambiental com foco em educação ambiental, na Terça Ambiental. O evento, promovido pela Amda, aconteceu nesta terça-feira (7) no auditório do CREA.

Silveira iniciou a palestra contextualizando os presentes sobre o histórico da temática. A expressão educação ambiental foi utilizada pela primeira vez em 1965, na Conferência da Educação da Universidade de Keele, Inglaterra. À época, a recomendação era de que a EA deveria se tornar uma parte essencial da educação de todos os cidadãos, porém com foco apenas em conservação, biologia e ecologia aplicada.

Em 1968, também na Inglaterra, criou-se o Conselho para Educação Ambiental. O entendimento era de que a educação ambiental não deveria constituir-se em uma disciplina específica no currículo, tendo em vista sua complexidade e interdisciplinaridade. Este entendimento perdura até hoje, inclusive no que determina a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), sancionada no Brasil em 1999. Para Silveira, a EA deve continuar sendo desenvolvida de forma transversal, mas é necessário investir em capacitação dos professores.

“Os professores já têm uma infinidade de conteúdos a serem trabalhados em um curto período. É preciso que eles tenham acesso a materiais de qualidade com a temática ambiental e que as instituições de ensino invistam em capacitação de seu corpo docente”, afirmou.

A legislação divide a educação ambiental em três eixos: informal, formal e não formal. A última diz respeito ao setor empresarial, conforme diretrizes da DN 214/2017. Este é ramo principal de atuação de Silveira, que coordena o projeto de educação ambiental itinerante da Amda chamado Caravana Ambiental.

O projeto consiste em apresentação de peça teatral e distribuição de cartilha lúdica didática para crianças de seis a 11 anos. “Já fomos a distritos rurais com escolas paupérrimas, e a receptividade, tanto da instituição, como das comunidades, era impressionante. Perdi as contas de quantos professores já me agradeceram pela cartilha, pois assim teriam material para trabalhar com os alunos”, relatou.

A interação das crianças com o teatro também é impressionante. Silveira relembrou alguns casos marcantes, como quando um aluno se levantou e afirmou que gostaria de ser policial para prender traficantes de animais – tema central da peça. Depois do evento, as professoras compartilharem com Silveira que a criança nunca tinha falado na escola, por isso aquele momento tinha sido tão emocionante.

“É muito gratificante ver a cara das crianças assistindo ao teatro e a felicidade delas ao receber a cartilha. Se algum deles levar o que aprendeu para casa, é sinal de que nossa missão está sendo cumprida”, concluiu.

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