Brasil destinará US$ 13 milhões para preservação da camada de ozônio

Dinheiro será aplicado em programa de eliminação dos HCFCs

 O Brasil terá mais de 13 milhões de dólares para destinar às ações de proteção da camada de ozônio no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos Hidroclorofluorcarbonos (PBH). A previsão é de que o consumo das sustâncias seja eliminado em 39,3% até 2020 e em mais da metade no ano seguinte, visando atingir a meta de banimento total em 2040.

O repasse foi aprovado durante a 82ª Reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal (FML), realizada em dezembro do ano passado. Trata-se da terceira parcela do recurso destinado à etapa dois do programa de eliminação dos hidroclorofluorcarbonos (HCFCs).

A articulação do programa de eliminação dos HCFCs concentra-se principalmente nos setores de espumas de poliuretano, refrigeração e ar condicionado. O objetivo é auxiliar os segmentos na transição e substituição dos produtos poluidores por alternativas ambientalmente adequadas.

Além de alta capacidade de destruição do ozônio, os HCFCs são potencializadores do aquecimento global. Eles foram difundidos na indústria brasileira após o banimento dos clorofluorcarbono (CFC) em 1999. Atualmente o país já eliminou 36,9% do consumo dos compostos, superando a meta de 16,6% traçada para 2019.

Recuperação

Em relatório divulgado pelas Nações Unidas em novembro de 2018, cientistas mostraram que a camada de ozônio começou a se recuperar dos impactos causados pelos gases de efeito estufa. A tendência observada é que desde os anos 2000 ela tem crescido de 1 a 3% a cada dez anos.

No final da década de 1990, cerca de 10% da parte superior da camada de ozônio estava deteriorada. Em 2018, o buraco sobre o polo sul chegou a medir 24,8 km², aproximadamente 16% menos do que o recorde de 29,6 km² registrado em 2006. De acordo com o relatório, a previsão é de que o buraco do hemisfério sul, que cobre a Antártida, desapareça até 2060.

Clique aqui para saber mais sobre o estudo

 

Com informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

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