Animais são cruelmente torturados para testar cosméticos e produtos de higiene

Crédito: Reuters
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Em 2016, mais de 115 milhões de bichos foram vítimas dessa indústria cruel

Diversos países, incluindo o Brasil, ainda engatinham no que diz respeito à proteção e respeito aos animais, principalmente quando interfere em interesses econômicos. É o caso de testes para medicamentos, cosméticos, produtos de higiene e até limpeza. Porquinhos-da-índia, camundongos, coelhos e macacos são os animais mais utilizados pelos cientistas, mas cães, porcos e até baratas também podem ser vítimas dessa indústria da crueldade. Segundo a ONG Cruelty Free International, em 2016 mais de 115 milhões de animais foram usados em experimentos.

A fofura dos coelhos não os isenta da crueldade. Para verificar reações, cosméticos são pingados em seus olhos e como podem causar dor, os coelhos são imobilizados por suportes no pescoço, para evitar que se mutilem, arrancando os próprios olhos. Também é comum o uso de clipes de metal nas pálpebras para manter seus olhos abertos, enquanto se observa os efeitos do produto.

É comum que os testes sejam realizados sem anestesia e, como reação à substância testada, podem ocorrer inflamações, úlceras oculares e hemorragia. Em casos extremos, o animal pode ficar cego. Depois de passar por todo esse sofrimento, o coelho é sacrificado para análise dos efeitos das substâncias em seu organismo. Críticos afirmam que o teste é inútil porque os olhos dos coelhos têm anatomia bem diferente dos humanos.

Roedores dopados

Para começar, é preciso "infectar" o roedor com a doença. No caso de uma nova droga contra o câncer, o teste significa fazer crescer um tumor no animal. Depois, o roedor é morto para verificação de como o produto foi processada pelo organismo.

Dose letal

Este tipo de teste é utilizado para determinar quão tóxicas são determinadas substâncias para os humanos. Os macacos são as maiores vítimas por terem o organismo mais parecido com o nosso. Uma sonda gástrica é inserida na garganta do animal para forçá-lo a ingerir a substância a ser testada, o que quase sempre provoca dor, convulsão, diarreia, sangramentos e lesões internas nos animais.

O objetivo  é saber qual é a dose máxima que o organismo pode suportar. Por isso, mesmo que a substância seja segura, é comum buscar uma concentração que leve as cobaias à morte. O estudo é feito em um grupo de animais e a tortura dura alguns dias até que metade morra - daí o nome LD 50 (sigla em inglês para dose letal 50%). Os que sobrevivem também são sacrificados.

Consumo consciente

Normas legais são fundamentais ao fim dos experimentos. Mas os consumidores finais de cosméticos e produtos de limpeza têm o poder de boicotar as empresas que fazem teste em animais. De acordo com o Projeto Esperança Animal (Pea), diversas empresas nacionais não adotam a prática. Entre elas estão Anaconda, Condor, Contém 1g, Embelleze, Granado, Hinode, Impala, Jequiti, L'aqua di Fiori, Leite de Rosas, Mutari, Natura, Risqué, Biocolor, O Boticário, Eudora, Quem Disse Berenice, Racco, Vita Derm e Vult cosméticos.

Clique aqui para ver a lista completa das empresas nacionais que não fazem testes em animais.

Já a lista das marcas que testam em animais é mais extensa, incluindo grandes grupos que reúnem uma gama de subempresas como Procter & Gamble (P&G), detentora de marcas como Always, Gillette, Pampers, Pantene e Vicks; Johnson & Johnson, responsável por Band-Aid, Carefree, Glade e Listerine; L'Oreal, responsável por Biotherm, Garnier, Lancôme, LaRoche Posay e Maybelline; Unilever, responsável por Dove, Lux, Tresemme, Comfort e Axe, Avon, Dolce & Gabbana, M.A.C., Mary Kay, Nivea, Paco Rabanne, Prada, Sensodyne, Sephora Cosmetics, Victoria's Secret e Wella.

Clique aqui para ver a lista completa das empresas internacionais que fazem testes em animais.

Enquete

No início deste ano, o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel vetou o Projeto de Lei 2.844/2015, que proíbe uso de bichos em testes de cosméticos. A decisão causou repúdio de ambientalistas e sociedade civil. Os deputados ainda podem derrubar o veto de Pimentel quando a matéria for novamente colocada em pauta. E agora você pode pressionar os parlamentares a lutarem pelos direitos dos animais. A ALMG está com uma enquete online sobre o veto. Clique aqui para acessar a enquete, que está no canto direito do seu monitor.


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