Inverno florido: ipês, mulungus e manacás-da-serra colorem dias frios

Ipê-amarelo é comum em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul

Em Belo Horizonte são encontradas nove variedades de ipê, que somam mais de 27 mil árvores.

A queda de temperatura e o ar seco anunciam a chegada do inverno, marcado pela florada do mulungu-do-litoral, manacá-da-serra-anão, ipês e uma variedade de espécies que florescem no auge do frio. Na capital mineira, as ruas foram tomadas pelo colorido dos ipês-roxos, em floração desde o final do outono. Em agosto, será a vez das flores do ipê-amarelo darem o ar da graça.

Cheia de cores e admirada em todo o país, a árvore do ipê é a espécie arbórea ornamental mais plantada no Brasil. A espécie floresce entre junho e outubro, de acordo com a variedade e região.

Ao todo, são 100 espécies de ipê dispersas desde o México até a Patagônia. Em Belo Horizonte (MG), são encontradas pelas ruas e praças nove variedades de ipê, que somam mais de 27 mil árvores.

A maioria pode ser identificada pela cor das flores, tamanho ou tipo de tronco. Há variedades com flores rosas, amarelas, brancas e até verdes. Algumas alcançam até os 35 metros de altura. Entre as características marcantes da árvore estão a queda total das folhas durante a floração e as inflorescências em forma de funil.

Mulungu-do-litoral (Erythrina speciosa)

Com floração entre junho e setembro, o mulungu-do-litoral é outra espécie que enche as cidades de encanto durante os dias mais frios do ano. Assim como os ipês, esta planta fica totalmente desprovida de folhas durante a floração. Possui flores avermelhadas, igualmente outras espécies do gênero Erythrina, popularmente conhecidas como mulungus.

Derivado do grego erythros, o nome eritrina significa vermelho, em alusão a cor de suas flores. No Brasil, são encontradas cerca de 12 espécies do grupo, sendo o mulungu-do-litoral nativo das regiões sudeste e sul do país. A árvore de caule espinhento, cuja altura varia entre dois e quatro metros, é típica da Mata Atlântica e também pode ser encontrada no Cerrado.

Comum em áreas litorâneas, o mulungu-do-litoral prolifera-se em solos úmidos e tem excelente efeito paisagístico. Atrai naturalmente beija-flores, sanhaçus e grande variedade de aves. O formato peculiar de suas inflorescências faz com que também seja conhecido como eritrina-candelabro.

Manacá-da-serra-anão (Tibouchina mutabilis ‘Nana’)

O crescimento rápido, o pequeno porte e as belíssimas flores fazem com que a variedade anã do manacá-da-serra seja muito utilizada na arborização urbana. Sua floração começa em abril e até setembro é possível ver seu colorido pelas cidades, enfeitando os dias gélidos do inverno.

Enquanto a variedade de maior porte alcança até os 12 metros, o manacá anão cresce até os quatro metros de altura, assumindo forma de arbusto. Quando desabrocham, suas flores promovem um espetáculo de cores: elas nascem brancas e gradativamente vão se tornando violáceas.

Nativo da Mata Atlântica, o manacá-da-serra é característico da encosta úmida da Serra do Mar, ocorrendo naturalmente do Rio de Janeiro até Santa Catarina. Pode ser cultivado em todo país, embora sua florada seja menos exuberante em locais que possuem inverno mais quente.

 

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