Tuiuiú é a maior ave voadora do Pantanal

Macho e fêmea se dedicam igualmente à construção dos ninhos/ Crédito: Hector Bottai - Wikiaves
Macho e fêmea se dedicam igualmente à construção dos ninhos/ Crédito: Hector Bottai - Wikiaves

Seu ninho é capaz de sustentar até uma pessoa adulta

O tuiuiú (Jabiru mycteria) é uma cegonha nativa das Américas Central e do Sul e comum no Brasil. Ele vive às margens de cursos d’água em áreas úmidas abertas, sendo o Chaco oriental, no Paraguai, e o Pantanal seus principais habitats. Considerada a maior ave voadora do bioma brasileiro, segundo o Wikiaves, estima-se que metade de sua população esteja nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Por ser o único representante do gênero Jabiru, a ave também é conhecida por este nome em algumas regiões.

Suas pernas são esguias, conferindo-lhe cerca de um metro e meio de altura, e possuem a mesma tonalidade negra no pescoço e bico. O restante do corpo detém plumagem branca, com exceção do papo vermelho, que é isento de penas. A ave pesa em torno de oito quilos e suas asas, quando abertas, podem chegar a três metros.

Alimenta-se de moluscos, répteis, insetos, pequenos mamíferos e peixes. Na estação seca também se alimenta de pescados mortos por falta de oxigênio, impedindo a proliferação de doenças e contaminação da água. Para detectar suas presas prefere utilizar o tato ao invés da visão. Como é comum em sua família, voa com pescoço e pernas esticados, diferentemente das garças.

Sua expectativa de vida gira em torno de 30 anos, embora haja registro de indivíduos que viveram além dos 40 anos. Geralmente a ave vive em bandos que permanecem unidos durante as migrações.

Reprodução

Durante o namoro, machos se estabelecem em um local de nidificação onde esperam pela parceira ideal. Macho e fêmea se dedicam igualmente à construção dos ninhos, que são cobertos por galhos grossos e forrados por capins e plantas aquáticas.

Seus ninhos são extraordinárias construções com cerca de um metro de altura e até dois metros de diâmetro, e chegam a sustentar uma pessoa adulta. Isso porque o período reprodutivo é longo e as estruturas vão sendo cuidadosamente pisoteadas para ficarem sólidas.

Eles são construídos em árvores altas e isoladas, chegando a um quilometro de distância dos outros casais. Suas casas são reaproveitadas por outras espécies, como cocota e periquito-barroso, ou são reutilizadas a cada ano pelos pares. É comum exibirem forte territorialidade perto de seus ninhos e áreas de alimentação.

O casal fica extremamente próximo durante a época reprodutiva e juntos dançam e batem seus longos bicos, maiores nos machos. Nesta fase, a pele do papo fica ainda mais evidente, indicando excitação.

A maioria dos cruzamentos ocorre entre dezembro e maio. Após a cópula são gerados quatro ou cinco ovos, incubados por 60 dias. Quando os filhotes têm quatro semanas, os pais começam a deixá-los sozinhos por períodos mais longos, mas eles só saem dos ninhos aos três meses de idade. Assim como é na construção do ninho, macho e fêmea se dividem na incubação e cuidado com os filhotes.

No Pantanal, seu período de reprodução coincide com a baixa das águas, momento em que muitos peixes ficam presos nas lagoas e baías, facilitando a pesca para o tuiuiú. Nesta época, muçum, traíra e alguns caramujos aquáticos são as principais presas levadas aos filhotes.

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