Onça-parda é exímia saltadora

Espécie está ameaçada de extinção no Brasil

Considerada o segundo maior felino do Brasil, a onça-parda (Puma concolor) se difere de seus primos de grande porte pela vocalização. Enquanto a onça-pintada emite um urro forte, a parda solta uma espécie de miado. Também conhecida como suçuarana, leão-baio e mossoroca, a espécie habita uma ampla variedade de locais, incluindo todos os biomas brasileiros. É comum em florestas, formações de savanas e até em ambientes alterados pelo homem, como plantações e pastagens.

Distribuída por todo o continente americano, a onça-parda ocorre desde o Canadá até a região meridional da cordilheira dos Andes, conferindo-lhe o título de um dos mamíferos ocidentais vivos com maior área de distribuição. Se o ambiente for preservado, seu raio de vida excede os 160 km2. Em áreas degradas e com menor disponibilidade de alimento, o perímetro se expande ainda mais.

A espécie está classificada como vulnerável pelo Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. A destruição de seu habitat para construção de cidades tem aproximado o animal das regiões urbanizadas. A redução de presas favorece o ataque a animais domésticos, causando inúmeras mortes por retaliação. Tais fatores, aliados à caça e ampliação da malha rodoviária, contribuem para o gradativo declínio populacional do animal.

Características


Devido ao tamanho um pouco maior de suas patas posteriores, a onça-parda é exímia saltadora e corredora; escala árvores com destreza e atinge grandes velocidades em curtas distâncias. Quando adulta, mede de 1,5 a 2,75 metros e pesa entre 22 e 70 kg. O tamanho dos indivíduos varia conforme sua localização geográfica, sendo que as populações mais próximas ao Equador tendem a ser menores, enquanto as próximas aos polos, maiores.

Sua pelagem em geral é bege-rosado, mas pode também ser cinza, marrom ou cor-de-ferrugem. Filhotes apresentam manchas escuras que vão clareando até completarem o primeiro ano de vida.

No período reprodutivo, adultos podem ser vistos aos pares, mas seus hábitos são, sobretudo, solitários. Juvenis costumam ficar juntos de seus irmãos, acompanhados ou não pela mãe. A espécie é mais ativa no período noturno, mas também realiza atividades durante o dia, principalmente ao entardecer.

O período de gestação dura de 82 a 98 dias e cada ninhada pode dar origem a até seis filhotes. Sua alimentação é variada, abrangendo animais de grande porte, como veados, até roedores e invertebrados. No Brasil, sua dieta é habitualmente composta por animais de médio porte, devido à competição com a onça-pintada.

Ocorrência no Brasil

Estudos indicam que os locais mais propícios para a onça-parda viver no Brasil estão na porção centro-sul da Mata-Atlântica, principalmente no litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na Amazônia, a ocorrência é maior em Roraima, especificamente no complexo rio Branco-Rupununi. Na Caatinga as chances são menores.

Segundo o projeto No Clima da Caatinga, estima-se que existam menos de 2.500 onças--pardas no bioma, sendo que 10% desse contingente podem desaparecer nos próximos 20 anos. Além da presença frequente de caçadores, a expansão da energia eólica, agropecuária, mineração e corte de madeira são fatores que põem em risco a ocorrência do animal na região.

Por outro lado, a existência de unidades de conservação auxilia na preservação da espécie. Em Minas Gerais é possível encontrar a onça nos Parques Nacionais da Serra da Canastra, Cavernas do Peruaçu, Serra do Cipó, Sempre-Vivas, Itatiaia, Caparaó e Grande Sertão Veredas; Parques Estaduais da Serra do Cabral, Rio Preto e Veredas do Peruaçu; além da Floresta Nacional de Passa Quatro.

Fonte: ICMBio

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