Raposa-voadora-de-óculos é o segundo maior morcego da Austrália

Crédito: R.J. Adams/  Inaturalist
Crédito: R.J. Adams/ Inaturalist

Espécie tem papel vital na natureza por ser grande dispersora de sementes

A raposa-voadora-de-óculos (Pteropus conspicillatus) é um mamífero comum na Oceania e, ao contrário do que seu nome diz, é uma espécie de morcego. Seu nome faz referência ao pelo que envolve os olhos, amarelo-esverdeado, dando a aparência de óculos. O restante de seu corpo é negro e amarelo. Na Austrália, é considerada a segunda maior de seu gênero, Pteropus, que engloba várias espécies de raposas voadoras, as maiores representantes dos morcegos no mundo.

É encontrada nas ilhas da Indonésia, Papua Nova Guiné e Austrália. Em Cairns, cidade australiana, a espécie pode ser vista em centros urbanos pendurada em árvores. A população já se acostumou com sua presença e luta por sua preservação.

Na natureza habita várzeas ou planícies de inundação, manguezais e florestas úmidas tropicais. Por ser uma espécie frugívora, sua dieta é composta basicamente por frutos, incluindo frutas cítricas, como mangas e maçãs. É muito comum vê-la invadindo pomares.

A raposa é uma dispersora de sementes, por isso exerce papel vital no ecossistema. As plantas dispersas por ela tendem a ter frutos claros, em contraste com os frutos de cores brilhantes das espécies polinizadas por aves.

Características

Macho e fêmea se diferem pelo tamanho e peso. Elas pesam entre 500 e 700 gramas e eles entre 950 gramas e um quilo. O comprimento dos dois vai até 30 centímetros, sendo o macho um pouco maior. Aos dois anos de idade, as fêmeas atingem a maturidade sexual e dão origem, geralmente, a um filhote por ano. Sua gestação dura sete meses e os filhotes são desmamados quatro meses após o parto.

Principais ameaças

Apesar de classificada como "menos preocupante" na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a raposa-voadora-de-óculos enfrenta várias ameaças.

Na Nova Guiné, a espécie sofre com a exploração de seus habitats costeiros. Na Austrália, é prejudicada pela expansão urbana e conversão de florestas em cultivos e pastagens. Por invadirem pomares à procura de alimento, muitos espécimes são mortos em conflitos com produtores rurais ou contato com cercas de arame farpado e fios elétricos.


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