Projetos

Brigadas de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais
Foto Projeto

Minas Gerais e o Brasil estão dispensando pouca atenção aos incêndios florestais, considerando o imenso estrago que eles fazem. A efetiva conservação de remanescentes de florestas, unidades de conservação e áreas de interesse ambiental, como mananciais de abastecimento humano, passa pelo combate e prevenção a queimadas. Essas podem constituir-se de fenômenos naturais, contudo, com a constante e crescente pressão antrópica sobre os recursos naturais, este fenômeno está cada vez mais comum, e a maior parte desses incêndios é criminosa ou ocorre devido à irresponsabilidade da população, como no caso da queima de pastagens e do descarte de cigarro às margens das estradas.


Os prejuízos ambientais e sociais provocados pelos incêndios florestais são inúmeros. Estudos recentes mostram que 50% da biomassa queimada das matas tornam-se gases de Efeito Estufa. No Brasil, 75% desses gases, principalmente o gás carbônico, são emitidos por incêndios em florestas. Além dos gases de Efeito Estufa, o fogo diminui a qualidade da água, do ar e a visibilidade atmosférica, provocando aumento de acidentes em estradas, perda da biodiversidade, diminuição da fertilidade dos solos e prejuízos materiais à população, como a destruição de linhas de transmissão e outras formas de patrimônio público e privado.


Para amenizar este quadro, desde 1998, a Amda vem trabalhando com uma brigada voluntária de combate e prevenção a incêndios florestais. Em julho de 2011, a entidade, por meio de parceria com a Ferrous, implantou uma brigada na Serra da Moeda, na zona de influência das unidades de conservação Monumento Natural da Serra da Moeda, Parque Estadual da Serra do Rola Moça e estações ecológicas de Aredes e Fechos.  O grupo, composto por nove brigadistas e um coordenador, contou com supervisão da Amda e da Ferrous e apoio da brigada voluntária da entidade, atuando diligentemente durante os meses de extrema seca no combate aos incêndios que assolaram a região. 


Em novembro do mesmo ano, a Amda selou, nos mesmos moldes, parceria com outra empresa: a Gerdau.  A iniciativa deu origem a uma brigada composta por 10 contratados e um coordenador para atuação na mesma área durante três anos. Como na brigada Amda/Ferrous, durante esse período, a entidade é responsável pelo constante monitoramento ambiental da área proposta, através de cálculos de risco de incêndio, detecção de queimadas por imagens de satélite e diagnóstico climático.


A região é marcada por relevo bastante acidentado e pela expressividade de sua vegetação natural. Nela ocorrem expressivos remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual, Cerrado e Campos Altimontanos, destacando-se, entre estes últimos, os campos quartzíticos, ferruginosos e graminosos. 


As tipologias campestres dessa região têm sido utilizadas tradicionalmente para o pastoreio extensivo, com o uso de queimadas como forma de manejo. Para forçar a renovação das pastagens naturais, criadores de gado bovino e eqüino colocam fogo sem qualquer controle, gerando incêndios, que, com freqüência, penetram na vegetação florestal, danificando especialmente as faixas de transição entre as florestas e campos. Os danos dessa prática nociva são considerados expressivos não só para a biodiversidade, mas para o solo e mananciais de água.

Agenda

Mobilidade Urbana e Meio Ambiente
Terça ambiental
02 de Maio de 2017