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Recuperação de Matas de Galeria nas Cabeceiras do Córrego do Barreiro, Parque Estadual da Serra do Rola Moça, RMBH
Foto Projeto

Em continuidade aos trabalhos desenvolvidos com o (Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), de recuperação da Matas de Galeria no interior do Parque da Serra do Rola Moça, a Amda acertou recentemente, com a V&M Mineração e com o IEF, a realização de trabalhos nessas matas em mais 15 hectares. A ação faz parte de compensação florestal definida na Lei Federal de Proteção da Mata Atlântica, acertado entre a empresa e o Ibama. 

 

A área escolhida para o plantio é contígua à recuperada em parceria com o Ibram, localizando-se também nas cabeceiras do córrego do Barreiro, em trecho localmente conhecido por Vargem das Caveiras, inserido dentro do importante manancial do Barreiro. Ao longo das cabeceiras desse curso d'água existiu outrora uma exuberante faixa de Mata Ciliar que, após sucessivas queimadas, foi cedendo, gradualmente, espaço às tipologias vegetais de Cerrado/Campo e a gramíneas exóticas, com predominância dos capins meloso (Melinis sp) e rabo-de-burro (Andropogon sp). Em alguns trechos onde os últimos incêndios foram mais severos, a mata chegou a ser quase que completamente suprimida, restando apenas alguns pequenos capões isolados.


A área selecionada situa-se ainda à margem da estrada de ligação entre a BR-040 e a localidade de Casa Branca, município de Brumadinho, via intermunicipal que corta a unidade de conservação. A importância da recuperação da vegetação nativa nesse trecho, além dos impactos positivos para o manancial de água do Barreiro, relaciona-se à reconstituição de corredores florestais que, anteriormente ao avanço das atividades humanas na região, ligavam os grandes conjuntos de Floresta Estacional Semidecidual das sub-bacias hidrográficas dos córregos Barreiro e Fechos, hoje parcialmente abrangidas pelo Parque Estadual da Serra do Rola Moça e pela Estação Ecológica de Fechos. 


Em continuidade aos trabalhos já realizados, pretende-se, com a execução do projeto, recuperar os demais trechos originalmente ocupados por vegetação florestal nas cabeceiras do referido córrego do Barreiro, envolvendo inclusive uma pequena área de retirada de cascalho para estradas usada em período anterior à criação da unidade de conservação. Espera-se que, ao final do processo de recuperação, seja restabelecida a continuidade da Floresta Estacional Semidecidual em toda a sub-bacia do ribeirão, desde suas cabeceiras mais altas até o maciço florestal de maior dimensão, no sopé da Serra.

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