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Unidades de conservação foi o tema discutido na Terça Ambiental da Amda

O biólogo e Mestre em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre, Luiz Paulo Pinto, foi o palestrante do evento

11 de Abril de 2017
Foto Projeto
Luiz Paulo Pinto na Terça Ambiental da Amda / Crédito: Divulgação Amda

Na Terça Ambiental da Amda do mês de abril o biólogo e Mestre em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre, Luiz Paulo Pinto, apresentou panorama das unidades de conservação do Brasil e criticou o descaso da gestão estadual com as áreas protegidas mineiras. A palestra contou com a participação de público muito interessado, que interagiu relatando experiências e tirando dúvidas.

Luiz Paulo, que também é consultor da Fundação SOS Mata Atlântica e membro do Conselho Consultivo da Amda, explicou que unidades de conservação são o principal mecanismo de proteção da biodiversidade. Em 2016, existiam 217.155 unidades de conservação em 244 países e territórios, cobrindo 14,7% da área continental do planeta e 4,1% dos oceanos. No Brasil, as unidades de conservação da Amazônia, por exemplo, representam 74% da área total protegida no país.

Se por um lado, a construção do atual sistema de unidades de conservação do Brasil foi uma grande conquista, por outro, Luiz Paulo explica que o sistema representa um alicerce ainda muito frágil para suportar as pressões sobre essas áreas.

"A instabilidade política das instituições de meio ambiente e o sufocamento orçamentário impede o manejo adequado e eficiente do sistema estadual de proteção da biodiversidade. Além do risco de perda desse imenso patrimônio biológico do território mineiro, perde também a sociedade, por não poder usufruir com segurança e qualidade os espaços protegidos", afirma.

Confira a entrevista da Amda com Luiz Paulo.