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Dia Nacional da Mata Atlântica

Bioma reconhecido como um hotspot mundial é também um dos mais ameaçados do planeta

Foto Institucional
Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, tem Mata Atlântica / Crédito: Google imagens
27 de Maio de 2016

No dia 27 de maio celebramos o Dia da Mata Atlântica. Esse bioma é um hotspot mundial, ou seja, uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta; decretada como Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional na Constituição Federal de 1988.

A composição original da Mata Atlântica é um mosaico de vegetações definidas como florestas ombrófilas densa, aberta e mista; florestas estacionais decidual e semidecidual; campos de altitude, mangues e restingas.

Originalmente, o bioma abrangia uma área equivalente a 1.315.460 km² e estendia-se ao longo de 17 Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

Hoje, restam 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 hectares (ha) do que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de três hectares, temos atualmente 12,5%.

Desmatamento

Nos últimos 30 anos, a Mata Atlântica teve 1,887 milhão de hectares desmatados, o equivalente a 12,4 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Apesar de a maior parte (78%) dessa perda de vegetação ter ocorrido entre 1985 e o ano 2000 e de as taxas estarem em queda desde 2005, a supressão de floresta continua ocorrendo no bioma mais devastado do país.

Os dados são do mais recente Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, referente ao período de 2014 a 2015, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Minas Gerais, que vinha de dois anos de queda nos níveis de desmatamento, voltou a liderar o ranking no país, com decréscimo de 7.702 ha (alta de 37% na perda da floresta). A vice-liderança ficou com a Bahia, com 3.997 ha desmatados, 14% a menos do que o período anterior. Já o Piauí, campeão de desmatamento entre 2013 e 2014, ocupa agora o terceiro lugar, após reduzir o desmatamento em 48%, caindo de 5.626 ha para 2.926 ha.


Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica