Informações Ambientais

Óleo de cozinha vilão da fauna, solo, lençóis freáticos, clima e tubulações

Contribua, BH tem pontos de coleta para o produto

Foto Institucional
Crédito: reciclo-oleo
04 de Fevereiro de 2013

Integrante fundamental em qualquer cozinha, o óleo vegetal descartado inadequadamente, em pias ou vasos sanitários, pode trazer sérios problemas ambientais.

 

Conforme dados Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) de Minas Gerais um litro do óleo tem a capacidade de contaminar cerca de um milhão de litros de água. Além disso, o produto leva 14 anos para ser totalmente absorvido pela natureza.

 

Devido a sua difícil degradabilidade e alto poder de contaminação, quando descartado indevidamente pode causar incrustações e aumento da pressão nas tubulações por onde passa, podendo romper os dutos e contaminar o solo e lençol freático. Para retirada dessa crosta é necessária utilização de produtos tóxicos nocivos ao meio ambiente. O óleo vegetal também atrai roedores vetores de doenças; prejudica as comunidades aquáticas, pois, pela diferença de densidade entre o óleo e a água, o óleo sobrenada, impedindo a entrada de luz, reduzindo a interface ar-água, dificultando as trocas gasosas e, consequentemente, a oxigenação do corpo hídrico e aumento do aquecimento global, pois, em contato com a água do mar, sofre reações químicas, decompondo-se anaerobicamente, liberando gás metano e poluindo a atmosfera.

 

Todo esse estrago do óleo de cozinha lançado diretamente no meio ambiente pode ser evitado e até mesmo produzir bens de valor, por meio do reaproveitamento e reciclagem. Ele pode ser utilizado na produção de sabão e detergentes, ração animal, biodiesel, resina para colas, tintas industriais, amaciante de couro, cosméticos, dentre outros produtos à base de óleo vegetal.

 

Em Minas Gerais, o programa "Óleo Nosso de Cada Dia", que já funciona em Belo Horizonte, pode ajudar a diminuir esses impactos. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente instalou nas regionais um coletor público. O objetivo é que a população coloque o óleo em garrafas pet e despeje no local.

 

Veja os endereços dos coletores

 

Regional Norte
Cea Norte (Parque Nossa Senhora da Piedade) - Rua Rubens Souza Pimentel 750. Bairro Aarão Reis - 3277-8912

Regional Venda Nova
Regional Venda Nova - Av. Padre Pedro Pinto, 1.055 - 3277-5473

Regional Oeste
Cevae Morro das Pedras - Local: Rua Belfort Roxo, 215, Nova Granada - 3277-6873

Regional Barreiro
Parque Burle Maex - Rua Ximango, 890, Barreiro - 3277-5968

Regional Centro-Sul
Regional - Rua Tupis, 149, Bairro Centro - 3277-4911

Regional Leste
Regional Lauro Jacques, 20, FLORESTA - 3277-4660

Regional Noroeste
Regional Noroeste - Rua Peçanha, 144, Bairro Carlos Prates - 3277-7676

 

De contaminação a recompensa

 

O preço do óleo tratado chega a R$ 1,20, quatro vezes mais que o valor pago para quem fornece o produto ainda contendo resíduos. Para trata-lo, a empresa recolhedora compra o óleo bruto de estabelecimentos comerciais, retira as impurezas e revende-o para empresas de outros estados e da Grande BH. Depois, o óleo é transformado em sabão em barra e até biocombustível.

 

A Recóleo - Coleta e Reciclagem de Óleos - fundada em 2004, recolhe cerca de 140 mil litros de óleo por mês em BH e região metropolitana. A empresa paga R$0,30 no litro do óleo e, depois de tratado, revende de R$ 1 a R$ 1,20 para empresas de São Paulo e Goiânia que atuam na produção de biocombustível.

 

Consulte os pontos de coleta de sua cidade e faça parte dessa campanha!

 

Fonte:

http://www.opovo.com.br/app/especiais/acidadeenossa/2013/01/31/noticiasacidadeenossa,2997814/oleo-de-cozinha-causa-problemas-ambientais-e-urbanos.shtml

http://tarcisiocaixeta.com.br/web/bh-tem-postos-de-coleta-de-oleo-de-cozinha-usado-em-todas-as-regionais/

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2011/08/27/internas_economia,247375/reciclar-oleo-e-garantia-de-lucro-na-grande-bh.shtml

http://www.minasmenosresiduos.com.br/doc/infoteca/Cadernos%20Tecnicos/Cartilha-residuos-oleo-de-cozinha.pdf

Agenda

A Mata Atlântica em Minas e no Brasil
Terça ambiental
01 de Agosto de 2017