Espécie da vez

Jequitibá-rosa é a árvore brasileira mais antiga

Com três mil anos de idade, espécime está no Parque Estadual do Vassununga, em São Paulo

Foto Institucional Jequitibá-rosa tem três mil anos de idade / Crédito: Divulgação/ Galileu
20 de Janeiro de 2015

Com três mil anos de idade, um jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é a árvore brasileira mais antiga de que se tem registro. O espécime está no Parque Estadual do Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo. A reserva abriga uma das maiores quantidades de jequitibás do mundo. A área protegida foi criada em 1970 e atualmente é gerida pela Fundação Florestal, vinculada à secretaria estadual do meio ambiente.

As proporções do vegetal ancião impressionam: ele atingiu 40 metros de altura, o equivalente a um prédio de 13 andares. Com um diâmetro de 3,6 metros e circunferência medindo 11,3 metros, são necessários cerca de dez homens para conseguir abraçar o tronco inteiro. Especialistas estimam que, sozinho, o jequitibá tenha sequestrado mais de 132 toneladas de CO2 ao longo de sua existência.

De acordo com matéria da revista Galileu, as raízes da árvore chegam a uma profundidade de 18 metros e seu peso bruto foi calculado em 264 toneladas, o equivalente a 53 elefantes com peso médio de cinco toneladas.

Características

O jequitibá-rosa também pode ser encontrado em Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro. Em cada lugar, um nome diferente: jequitibá-vermelho, jequitibá-cedro, jequitibá-de-agulheiro, estopa, jequitibá-grande, pau-caixão, pau-carga, jequitibá-branco, congolo-de-porco, caixão.

Conforme estudo da Embrapa, a espécie ocorre naturalmente em solos de origem arenítica e basáltica. É encontrado em espigões, encostas, solos rasos ou úmidos e profundos, de boa fertilidade química e bem drenados. Em plantios, no entanto, a espécie prefere solos com propriedades físicas adequadas, como de média a boa fertilidade química, bem drenado e com textura que varia de franca a argilosa.

Sua copa é ampla e globosa, em forma de guarda-chuva. Tem folhagem densa e brilhante, com ramos horizontais, e suporta muitas orquídeas e bromélias.

As folhas novas são avermelhadas. Em Minas Gerais, o jequitibá-rosa floresce entre outubro e novembro; de dezembro a março no estado de São Paulo; de janeiro a março em Pernambuco; de fevereiro até março na Bahia; e de abril a maio no estado do Rio de Janeiro. Seus frutos amadurecem entre os meses de maio a outubro no estado de São Paulo; de julho a agosto em Minas Gerais; de julho a setembro no Espírito Santo; e de dezembro a fevereiro em Pernambuco. O processo reprodutivo inicia ao redor dos 20 anos de idade, em plantios. Os frutos e as sementes são alimento para muitos animais. Os macacos-prego são os principais responsáveis pela liberação das sementes.

Ainda de acordo com a Embrapa, o jequitibá-rosa é uma espécie em vias de extinção, incluído na categoria vulnerável por seu reduzido número de exemplares em ocorrência natural.


Fontes: Galileu, Embrapa

Agenda

Casa Autossustentável: É Possível?
Terça ambiental
04 de Julho de 2017