Espécie da vez

Ariranha: onça das águas do Pantanal

Originária da América do Sul, mamífero está ameaçado de extinção

Foto Institucional Crédito: territorioselvagem
08 de Outubro de 2014

Conhecida como a onça das águas do Pantanal, a ariranha é um mamífero semiaquático ameaçado de extinção. Ela é a maior espécie da subfamília Lutrinae (as lontras) e pode chegar a medir cerca de 180 centímetros de comprimento, dos quais 65 compõem a cauda.

Originária da América do Sul, o habitat natural da ariranha são os rios da Amazônia e do Pantanal. Antes, a espécie ocorria em quase todos os rios tropicais e subtropicais da América do Sul. Atualmente, encontra-se extinta em 80% de sua distribuição original. Desmatamento, esgoto e lixo são alguns dos fatores responsáveis por seu desaparecimento. Populações remanescentes ocorrem em áreas isoladas, principalmente no Brasil, Peru e nas Guianas. No país, os principais santuários conhecidos da ariranha são os rios Negro e Aquidauana, no Pantanal, e o médio rio Araguaia, em especial o Parque Estadual do Cantão, com seus 843 lagos.

Sua excelente habilidade de se locomover na água deve-se à capacidade de adaptação ao ambiente em que vive e a diversas condições físicas, como patas curtas e espessas e cauda comprida e achatada. Os dedos das patas estão unidos por membranas interdigitais que facilitam os movimentos na água e, consequentemente, a caça às presas.

Ela alimenta-se, principalmente, de peixes caracídeos, como bagres, caranguejos e até mesmo piranhas. A espécie consome, por dia, cerca de 10% do seu peso corporal em alimento. Em condições de escassez, o animal caça pequenos jacarés e cobras, que podem inclusive ser pequenas sucuris. No seu habitat, as ariranhas adultas são predadores de topo da cadeia alimentar.

Social, a ariranha vive em grupos de até dez indivíduos, formados por um casal dominante e seus descendentes dos dois ou três últimos anos. As fêmeas normalmente entram no cio apenas uma vez por ano, podendo, no caso de perda da prole, ter dois cios. Após uma gestação de 60 dias, nascem de um a cinco filhotes por ninhada, os quais atingem maturidade sexual entre os dois e três anos de vida, quando deixam o grupo familiar para formar seus próprios grupos.


Fontes: ICMBio, Animal Planet

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