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Estrada Rio do Peixe:

iniciativa da Prefeitura de Nova Lima, ligando a MG-30 (que liga BH à região) à BR-040 (condomínios Miguelão e Alphaville). O Instituto Estadual de Florestas autorizou derrubada de Mata Atlântica, mesmo estando o empreendimento na zona de amortecimento de duas unidades de conservação estadual e atravessando área de domínio desse bioma.

 

A autorização foi cassada após intervenção da Amda, mas o estrago já havia sido feito num trecho de quase três quilômetros. Estima-se que foram derrubados pelo menos três hectares de Mata Atlântica em estado avançado de regeneração.  A prefeitura alega que foi orientada a não buscar licenciamento porque o trecho solicitado não era passível, conforme determina a Deliberação Normativa Copam 74/05, que dispensou de licenciamento ou autorização ambiental trechos de rodovias com menos de 10 km. Para a Amda, o empreendimento foi fracionado para fugir do licenciamento. A obra, com 44 hm de extensão, foi embargada e terá de ser licenciada. 

 

O licenciamento terá de considerar seus efeitos radiais: expansão urbana, tráfego de veículos e pessoas, aumento da ocorrência de incêndios, desmatamento, queimadas, captura de animais silvestres, geração de lixo e esgoto. A obra está sendo financiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), através da Caixa Econômica Federal.

 

Atualmente, há grande mobilização por parte de condomínios e organizações não governamentais na região, que também lutam contra a expansão imobiliária desordenada.

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Mobilidade Urbana e Meio Ambiente
Terça ambiental
02 de Maio de 2017