História

A história da Amda mistura-se, desde a década de 70, com a história do movimento ambientalista em Minas e vice-versa.


Tudo começou em 1978, final do governo Geisel. Em um momento em que o Brasil vivia sob o regime militar, com fortes restrições à liberdade individual, um grupo de estudantes de ciências econômicas e biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começou a se reunir para discutir um tema que ainda não fazia parte dos campos de interesse da maioria da sociedade: meio ambiente. Foi quando nasceu a Amda – Associação Mineira de Defesa do Ambiente.


O confronto marcou a primeira fase de atuação da entidade, pois ambientalistas eram vistos como românticos e excêntricos ou como inimigos do progresso. A sede da Amda chegou a ser visitada pela Polícia Federal, que buscava panfletos contra o governo.


Naquela época, as chaminés das indústrias ainda eram vistas apenas como sinônimo de progresso, e os ambientalistas que ousassem contestar a poluição gerada por elas – e por outras fontes degradadoras – eram considerados radicais. Num primeiro momento, em função do contexto, a Amda e outros movimentos ambientalistas tiveram que ser radicais nas opiniões e ações para combater, com a mesma intensidade, o setor empresarial que só enxergava o lucro, sem interesse pela preservação ambiental e uso racional dos recursos naturais.


Marcando uma segunda fase em sua existência, a Amda abandona a posição dicotômica que prevalecia no movimento, que debitava ao setor produtivo todas as mazelas ambientais, e passa a identificar o papel negativo de ações ou omissão por parte também do setor público, e as raízes histórico-culturais da degradação no comportamento dos indivíduos.


A partir daí, houve uma lenta e gradual aproximação com o setor empresarial, por meio do diálogo transparente e da atuação conjunta em áreas de interesse comum. Os poluidores tiveram que incorporar ao desenvolvimento de suas atividades a vertente ambiental, uma vez que a legislação recém implantada e a sociedade organizada nos movimentos ambientalistas exigiam essa mudança.


Desafios


Os obstáculos para atuação sempre foram muitos, principalmente em função do pequeno poder econômico da entidade, que não tem fins lucrativos e sobrevive principalmente com realização de projetos e contribuição de associados. Infelizmente, ainda é marcante na sociedade brasileira o hábito de contribuir quase exclusivamente com causas sociais, deixando as ambientais de lado, apesar de elas estarem intimamente relacionadas em vários aspectos.


Não foi sempre, por exemplo, que a Amda teve uma sede onde pudessem acontecer as frequentes reuniões de seus militantes. Mas nem as dificuldades econômicas, nem a vigilância dos órgãos de repressão conseguiram frear a determinação de seus membros. Muito pelo contrário. O número de militantes e voluntários da Amda continua a crescer, e o movimento ambientalista em Minas Gerais, a ganhar mais força.


Fatos marcantes


A entidade protagonizou diversos momentos crucias para a mudança de rumo da história de Minas diante da preservação do meio ambiente, fazendo denúncias e reivindicações e atuando na trajetória da política ambiental, promovendo manifestações, debates, encontros e reuniões, que constituíram e ainda constituem nossa luta diária. Citar todos os trabalhos é impossível, mas alguns pontos são essenciais na história da entidade e merecem ser relembrados.


Resumo das principais ações que marcaram a história da entidade

Conheça também, com mais detalhes, os fatos marcantes da história do ambientalismo em Minas e da atuação da Amda em seus mais de 30 anos de existência. Dividimos a história em três partes, conforme as décadas em que os fatos se desenrolaram:



Os anos 70 – O embrião do ambientalismo
Os anos 80 – O grande embate
Dos anos 90 aos dias de hoje – Entendimento e Conflito

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02 de Maio de 2017